Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente procura serviço de saúde com ferimento superficial causado por mordedura de cachorro sem suspeita de raiva. Informa que, após atacá-lo, o animal fugiu.Neste caso, com relação à notificação ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) a conduta correta é
Mordedura por animal (mesmo sem suspeita) → preencher Ficha de Atendimento Antirrábico Humano.
Todo acidente com animal potencialmente transmissor da raiva exige o preenchimento da ficha de atendimento antirrábico, que serve como instrumento de notificação e guia para a conduta profilática.
A raiva é uma encefalite viral aguda com letalidade próxima a 100%. Por isso, a vigilância epidemiológica de acidentes com animais é extremamente rigorosa no Brasil. O preenchimento da ficha de atendimento antirrábico no SINAN é fundamental não apenas para o registro estatístico, mas para garantir que o esquema de profilaxia (vacina e/ou soro) seja seguido corretamente e que o paciente receba o acompanhamento necessário. Em casos de mordedura por cães ou gatos, a observação do animal por 10 dias é a conduta padrão quando o animal é conhecido e domiciliado. No entanto, se o animal fugir ou for de rua, o risco não pode ser descartado, tornando a intervenção médica imediata e a notificação obrigatórias. A limpeza exaustiva do ferimento com água e sabão é a primeira medida de urgência, seguida pela avaliação da necessidade de imunização passiva e ativa.
A ficha de atendimento antirrábico humano deve ser preenchida para todo paciente que busca assistência médica devido a um acidente causado por animal potencialmente transmissor da raiva (cães, gatos, morcegos, primatas, etc.), independentemente da gravidade do ferimento ou do estado de saúde aparente do animal no momento do acidente. Ela é o documento oficial de notificação para o SINAN.
A 'Raiva Humana' é uma doença de notificação compulsória imediata (em até 24 horas) após a suspeita clínica do caso. Já o 'Acidente por Animal Potencialmente Transmissor da Raiva' refere-se à exposição ao risco; a notificação ocorre através do preenchimento da ficha de atendimento antirrábico, que alimenta o sistema de vigilância para controle da profilaxia pós-exposição e monitoramento epidemiológico.
Se o animal (cão ou gato) fugiu, desapareceu ou morreu logo após o acidente, ele é classificado como animal de condição desconhecida ou suspeita. Nesses casos, a conduta profilática geralmente envolve o início imediato do esquema de vacinação (e soro, dependendo da gravidade e localização do ferimento), conforme o protocolo do Ministério da Saúde, pois não há garantia de que o animal não estava em período de incubação ou transmissão.
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