UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Paciente atendido na UBS com lesão com a seguinte descrição: “... Placa única de sete centímetros em ombro, com bordas elevadas, nodulações de coloração avermelhada, sem descamação, centro avermelhado...” Neste caso a hipótese diagnóstica e conduta adequada são:
Lesão cutânea com bordas elevadas, nodulações, centro avermelhado + suspeita de hanseníase → Teste de sensibilidade (tátil, dolorosa, térmica) é crucial.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, causando lesões cutâneas com alteração de sensibilidade. O teste de sensibilidade é um pilar diagnóstico fundamental, buscando hipoestesia nas áreas afetadas.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. No Brasil, ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesões cutâneas com alteração de sensibilidade (hipoestesia ou anestesia), espessamento de nervos periféricos com ou sem alteração de sensibilidade/força, e baciloscopia positiva. A descrição da lesão na questão ("Placa única de sete centímetros em ombro, com bordas elevadas, nodulações de coloração avermelhada, sem descamação, centro avermelhado") é altamente sugestiva, mas o diferencial chave é a alteração de sensibilidade. Para residentes, a habilidade de realizar e interpretar o teste de sensibilidade (tátil, dolorosa e térmica) nas lesões e nos troncos nervosos é indispensável. A detecção da hipoestesia é um sinal cardinal que direciona o diagnóstico para hanseníase, diferenciando-a de outras dermatoses. O tratamento é feito com politerapia, e o acompanhamento é fundamental para prevenir sequelas e reações hansênicas.
As lesões cutâneas na hanseníase podem ser máculas, pápulas, nódulos ou placas, frequentemente avermelhadas ou hipocrômicas, com bordas elevadas e, crucialmente, com alteração de sensibilidade (hipoestesia ou anestesia).
O teste de sensibilidade (tátil, dolorosa e térmica) é fundamental porque a hanseníase afeta os nervos periféricos, levando à perda de sensibilidade nas lesões cutâneas, um achado patognomônico que a diferencia de outras dermatoses.
Diferenciais incluem pitiríase rósea, psoríase, pitiríase versicolor, dermatofitoses, sífilis secundária e algumas formas de carcinoma espinocelular, mas a ausência de alteração de sensibilidade ajuda a descartar hanseníase.
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