HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2023
Proposta de um programa específico destinado a populações e regiões pobres a quem se oferece, exclusivamente, um conjunto de tecnologias simples e de baixo custo, provido por pessoal de baixa qualificação profissional e sem a possibilidade de referência a níveis de atenção de maior densidade tecnológica. A descrição apresentada é característica da
Atenção Primária seletiva → tecnologias simples, baixo custo, pessoal pouco qualificado, sem referência.
A Atenção Primária seletiva foca em intervenções específicas e de baixo custo para problemas de saúde prioritários em populações carentes, sem a complexidade ou a capacidade de referência dos sistemas de saúde abrangentes.
A Atenção Primária Seletiva representa um modelo de organização dos serviços de saúde que se propõe a oferecer um conjunto restrito de tecnologias de baixo custo para populações e regiões pobres. Este modelo é caracterizado pela atuação de pessoal com baixa qualificação profissional e pela ausência de mecanismos de referência para níveis de atenção de maior densidade tecnológica. Sua proposta é focada em intervenções específicas e pontuais, muitas vezes sem considerar a integralidade do cuidado. Historicamente, a Atenção Primária Seletiva surgiu como uma resposta a desafios de saúde em países em desenvolvimento, buscando otimizar recursos limitados. Contudo, é amplamente criticada por criar um sistema de saúde de duas camadas, onde a população mais vulnerável recebe um cuidado de menor qualidade e com acesso restrito, perpetuando desigualdades. A compreensão deste modelo é crucial para contrastá-lo com a Atenção Primária à Saúde (APS) abrangente, que preconiza a universalidade, equidade e integralidade. Para a prática clínica e provas de residência, é fundamental diferenciar a Atenção Primária Seletiva de abordagens como a Estratégia Saúde da Família (ESF) no Brasil, que busca a integralidade, longitudinalidade e coordenação do cuidado, com a devida referência e contrarreferência. A ESF, ao contrário da seletiva, visa a promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e reabilitação, com uma equipe multiprofissional e acesso a toda a rede de atenção.
A Atenção Primária Seletiva oferece um pacote limitado de serviços e tecnologias, sem referência a níveis mais complexos, enquanto a Integral busca a universalidade, equidade e integralidade do cuidado.
É criticada por promover uma 'medicina para pobres', fragmentando o cuidado e limitando o acesso a tecnologias mais avançadas e a outros níveis de atenção, perpetuando desigualdades.
Os pilares incluem primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado, diferentemente da abordagem seletiva que restringe esses princípios.
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