ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente de 21 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma consulta agendada. Durante o atendimento, diz que se reconhece como um homem trans e que está em processo de afirmação de gênero. Relata que, nos últimos meses, tem buscado apoio em grupos de pessoas trans, começou a usar um binder (faixa de compressão torácica) e que cogita iniciar terapia hormonal no futuro. Refere que não apresenta sofrimento psíquico intenso relacionado à sua identidade de gênero, mas sente que precisa de informações adequadas sobre os próximos passos e sobre cuidados com a saúde. Não apresenta sintomas depressivos, ansiosos ou psicóticos. Qual é a conduta mais adequada a ser adotada?
Identidade de gênero não é transtorno mental → Acolhimento e acompanhamento na UBS = Informação e cuidados gerais de saúde.
A identidade de gênero não é considerada um transtorno mental, conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-11); a UBS é o local adequado para acolhimento, acompanhamento e orientação sobre o processo transexualizador e cuidados gerais de saúde, desmistificando a necessidade de avaliação psiquiátrica inicial obrigatória para afirmação de gênero.
A atenção à saúde de pessoas trans na Unidade Básica de Saúde (UBS) é um pilar fundamental para a promoção da equidade e integralidade do cuidado. A despatologização da identidade de gênero, refletida na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que removeu a "disforia de gênero" da categoria de transtornos mentais, reforça que ser trans não é uma doença. Portanto, a conduta inicial na UBS deve ser de acolhimento e escuta qualificada, sem a necessidade de encaminhamentos automáticos para avaliação psiquiátrica, a menos que haja sofrimento psíquico intenso associado. O profissional da UBS tem o papel de oferecer um espaço seguro, fornecer informações adequadas sobre o processo transexualizador no SUS, que inclui terapia hormonal e cirurgias, e orientar sobre cuidados gerais de saúde, como exames de rotina e prevenção de doenças. O acompanhamento contínuo na atenção primária é crucial para monitorar a saúde física e mental, além de ser um ponto de apoio para o paciente em sua jornada de afirmação de gênero, garantindo que ele se sinta respeitado e bem informado.
Não, a identidade de gênero não é um transtorno mental, conforme a CID-11, que removeu a "disforia de gênero" da categoria de transtornos mentais.
A UBS é a porta de entrada e o local ideal para acolhimento, acompanhamento contínuo, orientação sobre o processo transexualizador e cuidados gerais de saúde.
Não é obrigatória. A avaliação psiquiátrica é indicada apenas se houver sofrimento psíquico associado, não pela identidade de gênero em si.
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