INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
A Equipe de Saúde da Família foi chamada para realizar visita domiciliar a um paciente idoso que acaba de retornar de uma internação hospitalar. O paciente tem 80 anos, apresenta-se ativo e é portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo II que, devido à falta de adesão ao tratamento proposto, teve sua condição crônica agudizada, evoluindo para a amputação distal de falanges do pé direito por complicações vasculares. O esquema medicamentoso na alta hospitalar era composto por insulina NPH 100 - 22 UI ao dia e hidroclorotiazida - 25 mg uma vez ao dia. Com o propósito de organizar o cuidado deste idoso, o procedimento da equipe de saúde nesse momento deve ser:
Pós-alta de idoso frágil com ferida cirúrgica → Visita domiciliar + Curativo + Supervisão medicamentosa.
A continuidade do cuidado na Atenção Primária após alta hospitalar exige monitoramento direto de feridas cirúrgicas e supervisão da adesão medicamentosa para prevenir reinternações.
A transição do cuidado hospitalar para o domiciliar é um momento de alta vulnerabilidade para o idoso, especialmente aqueles com doenças crônicas como Diabetes e Hipertensão. A Estratégia Saúde da Família (ESF) desempenha papel crucial através da visita domiciliar, que permite uma avaliação real das condições de vida e da capacidade de autocuidado. No caso de pacientes com complicações vasculares e amputações, o foco imediato deve ser a vigilância da ferida operatória e a garantia de que a insulinoterapia e outros medicamentos estão sendo administrados corretamente. A atuação da equipe de enfermagem e do médico de família deve ser coordenada para oferecer suporte técnico e educacional à família, visando a reabilitação e a prevenção de novos eventos agudos.
O objetivo principal é garantir a continuidade do cuidado iniciado no hospital, avaliar a estabilidade clínica do paciente em seu ambiente, supervisionar a adesão ao novo esquema terapêutico e realizar procedimentos necessários, como curativos, prevenindo complicações que levem à rehospitalização.
A falta de adesão deve ser abordada com supervisão direta da equipe de saúde e cuidadores, simplificação do esquema medicamentoso quando possível, educação em saúde e monitoramento frequente através de visitas domiciliares, especialmente em pacientes que já apresentaram complicações graves como amputações.
Deve-se priorizar a avaliação da ferida cirúrgica (sinais de infecção ou deiscência), a técnica de curativo, o controle glicêmico rigoroso para favorecer a cicatrização e a prevenção de novas lesões no membro contralateral, além do suporte psicossocial pela perda do membro.
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