UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2017
O médico de família e comunidade atende uma paciente do sexo feminino, de 44 anos, em consulta não agendada. Ela tira da bolsa uma lista de anotações e prossegue: “dor nas costas, tontura, alteração na menstruação, dor na barriga de vez em quando, dificuldade para dormir; além da hipertensão e da obesidade que já acompanho há 10 anos.” A alternativa que relaciona a situação descrita com os princípios da Atenção Primária em Saúde é:
APS: Múltiplas queixas → priorizar com paciente, cuidado contínuo > resolver tudo em 1 consulta.
Na Atenção Primária, o cuidado é longitudinal e centrado na pessoa. Não é necessário resolver todas as queixas em uma única consulta; a priorização conjunta com o paciente e a perspectiva de acompanhamento contínuo são pilares para a construção do vínculo e a efetividade do cuidado.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde. Seus princípios fundamentais incluem o primeiro contato, a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação do cuidado. O médico de família e comunidade (MFC) atua como um profissional generalista, capaz de abordar uma ampla gama de problemas de saúde, considerando o contexto biopsicossocial do paciente. A longitudinalidade é um dos pilares mais importantes da APS, referindo-se à relação contínua entre o paciente e a equipe de saúde ao longo do tempo. Isso significa que o cuidado não é episódico, mas sim um processo contínuo que permite o acompanhamento de problemas crônicos, a prevenção de doenças e a promoção da saúde. A integralidade, por sua vez, implica em abordar o indivíduo em sua totalidade, considerando todas as suas dimensões e necessidades. No contexto de uma consulta com múltiplas queixas, como a descrita, é crucial que o MFC não se sinta obrigado a resolver todos os problemas de uma vez. A priorização das queixas deve ser feita em conjunto com o paciente, considerando suas preocupações e a gravidade dos sintomas. A perspectiva de cuidado contínuo permite que um plano terapêutico seja construído e ajustado ao longo do tempo, fortalecendo o vínculo e a confiança, e evitando a sobrecarga tanto para o paciente quanto para o profissional.
Os princípios incluem a longitudinalidade, a integralidade, a coordenação do cuidado e a centralidade na pessoa. No manejo de múltiplas queixas, a longitudinalidade permite que o cuidado seja contínuo, sem a necessidade de resolver tudo em uma única consulta.
Abordar todas as queixas pode sobrecarregar o paciente e o médico, além de ir contra o princípio da longitudinalidade. O foco é priorizar com o paciente e construir um plano de cuidado ao longo do tempo.
O vínculo é estabelecido pela escuta ativa, priorização conjunta das queixas, respeito à autonomia do paciente e a garantia de um acompanhamento contínuo, mostrando que o cuidado não se encerra em uma única consulta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo