USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Na última reunião da Comissão lntergestores Regional (CIR) os secretários de saúde discutiram sobre o modelo de organização da Atenção Primária à Saúde (APS) a ser implantado na região de saúde. Um dos gestores defendeu a implantação de um modelo dirigido à atenção materno infantil e às doenças infecciosas, com foco em populações em situação de vulnerabilidade. O modelo proposto por um dos gestores trata-se de uma abordagem de APS:
APS Seletiva = foco restrito em intervenções custo-efetivas para problemas específicos, como materno-infantil e infecciosas, em populações vulneráveis.
A APS seletiva, ao contrário da abrangente proposta por Alma-Ata, foca em um pacote limitado de intervenções consideradas custo-efetivas para problemas de saúde específicos, como a saúde materno-infantil e o controle de doenças infecciosas, frequentemente direcionada a populações em situação de vulnerabilidade.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde. Existem diferentes modelos de organização da APS, sendo os mais discutidos a APS abrangente (ou integral) e a APS seletiva. A APS abrangente, preconizada pela Declaração de Alma-Ata (1978), defende uma abordagem universal, equitativa e com amplo espectro de serviços, focada na integralidade do cuidado e na participação comunitária. Em contraste, a APS seletiva surgiu como uma resposta pragmática, especialmente em países em desenvolvimento com recursos limitados. Este modelo foca em um pacote restrito de intervenções consideradas custo-efetivas para problemas de saúde específicos, como imunizações, controle de doenças diarreicas, atenção materno-infantil e planejamento familiar. Embora possa gerar resultados rápidos em indicadores específicos, a APS seletiva é criticada por não abordar as causas sociais e econômicas da doença e por fragmentar o cuidado, não promovendo a integralidade e a continuidade. Para residentes, é fundamental compreender as diferenças entre esses modelos e suas implicações na organização dos sistemas de saúde. A escolha de um modelo de APS impacta diretamente a equidade, a acessibilidade e a qualidade do cuidado oferecido à população. A questão ilustra um cenário de APS seletiva, onde o foco em grupos específicos e intervenções limitadas é a característica central, contrastando com a visão mais holística e centrada na pessoa da APS abrangente.
A APS seletiva é caracterizada por um foco restrito em um pacote limitado de intervenções consideradas custo-efetivas, geralmente direcionadas a problemas de saúde específicos como a saúde materno-infantil, imunizações e controle de doenças infecciosas.
A APS seletiva surgiu como uma alternativa à proposta mais abrangente e integral da Declaração de Alma-Ata de 1978, que defendia uma APS universal e equitativa, com amplo espectro de serviços.
A APS seletiva é frequentemente aplicada em contextos de recursos limitados, onde a priorização de intervenções de alto impacto e baixo custo para populações em situação de vulnerabilidade é vista como uma estratégia para otimizar os resultados de saúde.
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