UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Determinado município de 20 mil habitantes possui 2 Equipes de Saúde da Família;1 Hospital geral com 10 leitos clínicos, 3 cirúrgicos, 3 obstétricos, 3 pediátricos e 6 psiquiátricos; e 1 Ambulatório de especialidades. Em 2022, apresentou taxa de mortalidade infantil de 14/1.000 nascidos vivos, predominantemente no componente pós-neonatal, e altas taxas de internação hospitalar por Condições Sensíveis à Atenção Primária à Saúde (hipertensão arterial sistêmica, gastroenterites e infecção do trato urinário em adultos e por asma nos com menos de 18 anos). Considerando que está sendo planejada a reestruturação de seu Plano Municipal de Saúde, assinale a alternativa que contempla o investimento na força de trabalho mais adequado para esse município.
Altas taxas de mortalidade pós-neonatal e internações por CSAP indicam falha na APS → investir em ESF.
Altas taxas de mortalidade infantil pós-neonatal e internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (CSAP) são indicadores claros de fragilidade na Atenção Primária à Saúde. A reestruturação do Plano Municipal de Saúde deve focar no fortalecimento e ampliação da cobertura da ESF, que é a porta de entrada e ordenadora do cuidado no SUS.
A gestão em saúde pública exige a análise de indicadores para direcionar investimentos de forma eficaz. No cenário descrito, a alta taxa de mortalidade infantil pós-neonatal e as elevadas internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária à Saúde (CSAP) são alarmes claros de que a Atenção Primária à Saúde (APS) do município está fragilizada e necessita de fortalecimento. A mortalidade pós-neonatal reflete falhas na atenção à saúde da criança após o período neonatal, muitas vezes relacionadas à cobertura vacinal, saneamento básico, nutrição e acesso a serviços básicos. As internações por CSAP, por sua vez, indicam que doenças crônicas ou agudas comuns não estão sendo adequadamente manejadas na APS, sobrecarregando o nível hospitalar. Diante desse quadro, o investimento mais adequado é na ampliação e qualificação das Equipes de Saúde da Família (ESF). Essas equipes, compostas por médicos de família, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, são a espinha dorsal da APS, responsáveis pela longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado, impactando diretamente na prevenção de doenças e na redução da necessidade de internações e óbitos evitáveis.
CSAP são condições de saúde cuja internação hospitalar poderia ser evitada ou reduzida por ações efetivas e oportunas da Atenção Primária, como hipertensão, diabetes, asma e infecções do trato urinário.
A mortalidade pós-neonatal (28 dias a 1 ano de vida) está fortemente associada à qualidade da atenção primária, incluindo acesso a vacinas, saneamento, nutrição e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.
A ampliação das ESF aumenta a cobertura e o acesso à APS, promovendo ações de prevenção, promoção e tratamento, o que leva à redução das internações por CSAP e da mortalidade infantil, melhorando a saúde geral da população.
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