PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2017
Na unidade de Saúde da Família do Profilurb I a equipe de saúde da família fez o acolhimento do Sr. Mário com queixa de cefaleia occipital e tontura. Ao verificar seus dados vitais foi encontrado uma PA de 170 x 110 mm Hg em dois momentos, seguidos de por um intervalo de 20 minutos, sem melhora. Foi encaminhado imediatamente ao médico, que administrou captopril 25 mg via oral e solicitou a enfermeira que o paciente ficasse em observação, tendo sua PA auferida de 30 em 30 minutos, lhe informando da evolução. Pediu que acionasse seu agente comunitário de saúde, pois o paciente não tinha cadastro e prontuário na USF. O paciente informou a enfermeira que morava na praça do Profilurb I, a 100 metros da unidade de saúde, nas imediações da igreja católica. Como a equipe de saúde deve proceder neste caso? Marque a opção correta:
População de rua → responsabilidade da APS do território, mesmo sem domicílio fixo ou Equipes de Consultório de Rua.
A Atenção Primária à Saúde (APS) tem a responsabilidade de acolher e cuidar da população em situação de rua, independentemente da existência de cadastro domiciliar ou de equipes específicas. O princípio da territorialização e a integralidade do cuidado guiam a atuação da Equipe de Saúde da Família (ESF) neste contexto, garantindo acesso e continuidade do tratamento.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como um de seus princípios a universalidade, garantindo acesso à saúde para todos, inclusive para a população em situação de rua. Este grupo, frequentemente marginalizado e com múltiplas vulnerabilidades, demanda um olhar diferenciado e um acolhimento qualificado por parte das equipes de saúde. A questão aborda a importância da responsabilidade territorial da Equipe de Saúde da Família (ESF) mesmo na ausência de equipes específicas como as de Consultório de Rua. O cuidado à pessoa em situação de rua deve seguir os princípios da integralidade e da equidade. Mesmo sem um cadastro domiciliar tradicional, a equipe de saúde deve cadastrar o indivíduo utilizando pontos de referência ou o próprio endereço da unidade, garantindo seu vínculo com o serviço. O acolhimento é o primeiro passo, e a equipe deve estar preparada para manejar condições agudas, como a urgência hipertensiva do Sr. Mário, e para estabelecer um plano de cuidado longitudinal, envolvendo, quando necessário, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e a saúde bucal. É um erro comum pensar que a falta de domicílio exime a equipe de sua responsabilidade. Pelo contrário, a ESF é a principal estratégia para alcançar essa população, oferecendo cuidado contínuo e articulado com a rede de serviços. A capacitação dos profissionais para lidar com as especificidades da população em situação de rua é crucial para superar barreiras e promover a saúde e a dignidade desses indivíduos.
Mesmo sem um domicílio fixo, pessoas em situação de rua devem ser cadastradas na Unidade de Saúde da Família (USF) do território onde se encontram. O cadastro pode ser feito com o endereço da unidade de saúde, de um ponto de referência ou de uma instituição de apoio, garantindo o vínculo e a continuidade do cuidado.
A APS, por meio das Equipes de Saúde da Família, é responsável pelo cuidado integral da população em situação de rua que reside em seu território, mesmo na ausência de equipes de consultório de rua. Isso inclui acolhimento, diagnóstico, tratamento, acompanhamento e articulação com outros serviços e setores.
A territorialização é fundamental porque define a área de atuação e a população adscrita de cada equipe de saúde, incluindo as pessoas em situação de rua que circulam ou permanecem naquele território. Isso permite a construção de vínculo, o conhecimento das necessidades locais e a oferta de um cuidado mais próximo e efetivo, mesmo para aqueles sem endereço fixo.
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