HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Mulher, 79 anos, recebe visita domiciliar solicitada pela filha cuidadora por quadro de disúria e dor suprapública com sete dias de evolução, sem febre. Ao atendimento, a equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF) detecta incontinência urinária, 20 pontos no mini exame do estado mental e grau B (escala de Katz) na avaliação funcional para atividades básicas de vida diária. Ao exame físico, encontra-se com desconforto à palpação suprapública e demais sinais dentro da normalidade. O nível de assistência domiciliar adequado para esse caso é____________, devendo ser realizada por________.
Idosa com ITU, sem febre, MEEM 20, Katz B → AD1 pela ESF é o nível de assistência domiciliar adequado.
A paciente idosa apresenta um quadro de ITU sem sinais de gravidade, com alguma fragilidade (idade, incontinência, MEEM 20, Katz B) mas sem necessidade de equipamentos complexos ou procedimentos contínuos. Este perfil se encaixa no Nível 1 da Atenção Domiciliar (AD1), que é de responsabilidade da equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de assistência à saúde que visa oferecer cuidados no domicílio do paciente, promovendo a desospitalização e a humanização do tratamento. No Brasil, a AD é organizada em três níveis de complexidade, sendo o Nível 1 (AD1) o de menor intensidade, sob responsabilidade da Atenção Primária à Saúde (APS), especificamente da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O caso apresentado descreve uma idosa de 79 anos com Infecção do Trato Urinário (ITU) sem sinais de gravidade (sem febre), com alguma fragilidade cognitiva (MEEM 20) e funcional (Katz B), mas clinicamente estável. Ela não demanda tecnologias complexas ou procedimentos de alta intensidade que justificariam os níveis AD2 ou AD3. Portanto, o acompanhamento e tratamento podem ser realizados pela equipe da ESF em seu domicílio, caracterizando a AD1. Para residentes, é fundamental saber classificar os pacientes nos diferentes níveis de Atenção Domiciliar para garantir o cuidado adequado e otimizar os recursos do sistema. A AD1 é crucial para o manejo de condições crônicas, reabilitação e acompanhamento de idosos frágeis, permitindo que permaneçam em seu ambiente familiar e recebam um cuidado contínuo e integrado, prevenindo internações desnecessárias e promovendo a qualidade de vida.
A Atenção Domiciliar no SUS é dividida em três níveis: AD1 (cuidados de menor intensidade, responsabilidade da APS/ESF), AD2 (cuidados de maior intensidade, com equipe multiprofissional de apoio - EMAD), e AD3 (cuidados paliativos ou de reabilitação complexa, também com EMAD, mas com maior complexidade).
A ESF é responsável pela Atenção Domiciliar Nível 1 (AD1), que abrange pacientes com problemas de saúde controlados/compensados, que necessitam de acompanhamento contínuo, mas sem a necessidade de equipamentos ou procedimentos de alta complexidade.
A AD2 é indicada para pacientes que necessitam de cuidados mais intensivos e contínuos, como curativos complexos, administração de medicamentos intravenosos, suporte nutricional enteral/parenteral, ou monitoramento de parâmetros vitais, exigindo a atuação de uma Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo