SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Em reunião de equipe de saúde da família (ESF), a agente comunitária de saúde (ACS) solicita receita de anti-hipertensivo para o Sr. Ageu, 86 anos, pois o mesmo não virá à consulta agendada para esse mês por impossibilidade de locomoção. Ao todo são 6 medicações prescritas, entre anti-hipertensivos, antidiabéticos, antiplaquetários e hipolipemiante. A ACS relata que há quinze dias o paciente sofreu uma queda no banheiro o que aumentou sua dificuldade de deambulação. Diante da situação apresentada, qual o melhor plano terapêutico para o Sr. Ageu? LEGENDA: Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD).
Idoso com dificuldade de locomoção e polifarmácia → AD1 e visita da ESF para avaliação integral.
A Atenção Domiciliar (AD) é classificada em modalidades. AD1 é para pacientes que necessitam de cuidados em domicílio, mas com menor complexidade, podendo ser acompanhados pela ESF. A polifarmácia e a queda recente em idosos são sinais de alerta que demandam avaliação presencial e revisão do plano terapêutico.
A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de atenção à saúde que visa oferecer cuidados no domicílio do paciente, promovendo a continuidade do tratamento e a humanização da assistência. É especialmente relevante para idosos, pacientes com doenças crônicas ou em reabilitação, que podem ter dificuldades de locomoção ou necessitar de acompanhamento contínuo. A classificação em modalidades (AD1, AD2, AD3) depende da complexidade do caso e dos recursos necessários, sendo a AD1 a de menor complexidade, geralmente gerenciada pela Atenção Primária à Saúde (APS). No caso de um idoso polimedicado com histórico de quedas e dificuldade de locomoção, a avaliação em domicílio pela Equipe de Saúde da Família (ESF) é fundamental. A polifarmácia aumenta o risco de interações medicamentosas e efeitos adversos, contribuindo para quedas e piora funcional. A visita domiciliar permite uma avaliação abrangente do ambiente, da funcionalidade do paciente e da adesão ao tratamento, além de possibilitar a revisão da medicação e a identificação de outros fatores de risco. O plano terapêutico deve focar na segurança do paciente, na otimização da medicação e na prevenção de novas quedas. A ESF tem um papel crucial na coordenação do cuidado, na educação do paciente e da família, e no encaminhamento para outros serviços, se necessário. A intervenção precoce e adequada na AD1 pode prevenir a progressão para modalidades de maior complexidade e melhorar significativamente a qualidade de vida do idoso.
A modalidade AD1 é indicada para pacientes que necessitam de cuidados em domicílio, mas com menor complexidade, sem necessidade de equipamentos ou procedimentos de alta tecnologia, e que podem ser acompanhados pela Equipe de Saúde da Família (ESF) ou Atenção Primária à Saúde (APS).
A visita domiciliar permite uma avaliação integral do paciente em seu ambiente, identificando fatores de risco para quedas, revisando a polifarmácia para evitar interações e efeitos adversos, e ajustando o plano de cuidados de forma personalizada, o que não seria possível apenas com a renovação de receitas.
AD1 é para pacientes de menor complexidade, acompanhados pela APS/ESF. AD2 e AD3 são para pacientes de maior complexidade, que necessitam de acompanhamento por uma Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) e/ou equipamentos e procedimentos mais complexos, como ventilação mecânica ou nutrição parenteral.
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