Atenção Domiciliar no SUS: Entenda o Serviço e Regras

PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2017

Enunciado

A atenção domiciliar visa a proporcionar ao paciente um cuidado mais próximo da rotina da família, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo o risco de infecções, além de estar no aconchego do lar. Sobre esse serviço no SUS é INCORRETO afirmar: 

Alternativas

  1. A) Foi criado para atender indivíduos que não contam com o apoio de cuidador formal ou informal. 
  2. B) Quando o paciente precisa ser visitado de maneira mais espaçada, por exemplo, uma vez por mês, e já está mais estável, este cuidado pode ser relizado pela equipe de Saúde da Família/Atenção Básica de sua referência. 
  3. C) Quando o paciente precisa ser visitado semanalmente ou mais, ele poderá ser acompanhado por equipes específicas de Atenção Domiciliar, como as que fazem parte do Programa Melhor em Casa.
  4. D) O atendimento é realizado por equipes multidisciplinares, formadas prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta ou assistente social. Outros profissionais poderão compor as equipes de apoio.

Pérola Clínica

Atenção Domiciliar no SUS → complementar, NÃO substitui apoio familiar/cuidador.

Resumo-Chave

A atenção domiciliar no SUS é um serviço complementar que visa oferecer cuidado em casa, mas pressupõe a existência de um cuidador (formal ou informal) para o paciente, não sendo criada para suprir essa ausência.

Contexto Educacional

A Atenção Domiciliar (AD) no Sistema Único de Saúde (SUS) é uma modalidade de assistência que visa desospitalizar pacientes e oferecer cuidados de saúde em seu próprio lar, promovendo maior humanização, conforto e redução de riscos de infecções hospitalares. Ela se insere na Rede de Atenção à Saúde como um serviço complementar, buscando a integralidade do cuidado e a continuidade da assistência. O serviço de AD é estruturado em diferentes modalidades, como a Atenção Domiciliar 1 (AD1), realizada pelas equipes de Atenção Básica/Saúde da Família para pacientes com menor complexidade, e a Atenção Domiciliar 2 e 3 (AD2/AD3), prestada por Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP), geralmente vinculadas ao programa 'Melhor em Casa', para casos de maior complexidade e frequência de visitas. É fundamental compreender que a Atenção Domiciliar pressupõe a existência de um cuidador (familiar ou formal) que seja responsável pelo paciente no dia a dia. O serviço não foi criado para suprir a ausência de um cuidador, mas sim para apoiar e complementar o cuidado já existente, oferecendo suporte técnico e profissional. As equipes são compostas por diversos profissionais de saúde, garantindo uma abordagem multidisciplinar e integral ao paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o principal objetivo da Atenção Domiciliar no SUS?

O principal objetivo é proporcionar cuidado de saúde no domicílio do paciente, evitando hospitalizações desnecessárias, diminuindo riscos de infecções hospitalares e promovendo maior conforto e autonomia ao paciente e sua família, integrando-o à Rede de Atenção à Saúde.

Quem pode ser atendido pela Atenção Domiciliar no SUS?

Pacientes com doenças agudas ou crônicas, em situação de dependência funcional, que necessitam de cuidados contínuos e que possuem um cuidador (familiar ou formal) disponível para auxiliar no manejo diário, são elegíveis para a atenção domiciliar.

Quais profissionais compõem as equipes de Atenção Domiciliar?

As equipes são multidisciplinares, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, e podem contar com apoio de outros profissionais como fonoaudiólogos e nutricionistas, garantindo um cuidado integral.

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