Modalidades de Atenção Domiciliar (AD): Critérios e Classificação

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Apesar das explicações detalhadas da Dra. Rosane, preceptora, a respeito da elegibilidade nas modalidades de Atenção Domiciliar (AD) propostas pela a Portaria No 825, de 25 de abril de 2016, do Ministério da Saúde, muitos residentes ainda permaneceram com dúvidas. Dra. Rosane resolveu utilizar exemplos reais advindos de sua prática como médica do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) para maior elucidação. Assim, pediu aos médicos residentes que realizassem a classificação das modalidades de AD para dois casos:Dona Maria, de 74 anos, domiciliada, acamada, dependente exclusiva do cuidado de terceiros por agravamento da doença de Alzheimer. Faz uso de fraldas descartáveis para a manutenção da higiene pessoal, alimenta-se por boca, não faz uso de sonda nasogástrica (SNG) para alimentação, não utiliza sonda vesical de demora (SVD), respira espontaneamente, não utiliza cânula de traqueostomia, porém, devido à lesão por pressão (LPP) em região sacral e em região trocantérica direita, necróticas. Está em acompanhamento semanal da equipe do SAD. Sobre as modalidades de AD, assinale a opção que contém a classificação correta para o caso da Dona Maria.

Alternativas

  1. A) Atenção Domiciliar 0 (AD 0)\n
  2. B) Atenção Domiciliar 1 (AD 1)\n
  3. C) Atenção Domiciliar 2 (AD 2)\n
  4. D) Atenção Domiciliar 3 (AD 3)\n
  5. E) Atenção Domiciliar 4 (AD 4)

Pérola Clínica

AD2 = Necessidade de visitas semanais + procedimentos complexos (ex: LPP profunda) sem suporte ventilatório.

Resumo-Chave

A modalidade AD2 do SAD destina-se a pacientes com demandas de saúde que exigem cuidados frequentes, como curativos complexos ou reabilitação intensiva, que superam a capacidade da atenção básica (AD1).

Contexto Educacional

A Atenção Domiciliar (AD) no Brasil é organizada pela Portaria nº 825/2016, visando a desospitalização e a humanização do cuidado. O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), conhecido como 'Melhor em Casa', atua nas modalidades AD2 e AD3. A correta classificação é vital para o fluxo do sistema: pacientes AD1 permanecem sob cuidado da rede básica, enquanto AD2 e AD3 recebem suporte das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e de Apoio (EMAP). O caso clínico exemplifica a necessidade de intervenção técnica em feridas complexas como critério de inclusão no SAD.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre AD1 e AD2?

A AD1 é destinada a pacientes com problemas de saúde controlados e estáveis, cuja frequência de cuidado é menor, sendo responsabilidade da Unidade Básica de Saúde (Equipe de Saúde da Família). A AD2 é para pacientes que necessitam de cuidados mais frequentes (pelo menos semanalmente) e maior densidade tecnológica, como curativos complexos, antibioticoterapia parenteral ou cuidados paliativos, sendo responsabilidade do SAD (EMAD/EMAP).

Quando um paciente é classificado como AD3?

O paciente é classificado como AD3 quando apresenta os critérios de elegibilidade da AD2, mas com o adicional de necessitar de suporte ventilatório (invasivo ou não invasivo de forma contínua) ou outros procedimentos de alta complexidade, como diálise peritoneal domiciliar ou uso de múltiplas bombas de infusão.

Por que o caso da Dona Maria é AD2?

Dona Maria é classificada como AD2 porque, embora esteja estável do ponto de vista ventilatório (respira espontaneamente), ela possui lesões por pressão (LPP) necróticas em região sacral e trocantérica. Essas lesões exigem desbridamento e curativos complexos com acompanhamento frequente (semanal) da equipe especializada do SAD, o que excede o escopo típico da AD1.

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