UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Como médico em uma UBS, você realiza uma visita domiciliar de um paciente de 69 anos, acamado por conta de quadro demencial, com trombose venosa profunda em membro inferior esquerdo, necessita de múltiplas visitas para orientação da família sobre os cuidados gerais, otimização de anticoagulação e controle do quadro álgico. Sendo assim, a melhor indicação de cuidado, neste caso, é:
Paciente acamado com múltiplas necessidades complexas → AD2 (Melhor em Casa) para assistência multidisciplinar frequente.
A Atenção Domiciliar (AD) é estratificada pela complexidade e frequência da assistência. AD2 é indicada para pacientes com necessidade de cuidados contínuos e frequentes da equipe multidisciplinar, como no caso de um paciente acamado com demência, DVT e dor crônica, que exige otimização de medicação e suporte familiar.
A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de assistência à saúde que visa oferecer cuidados no domicílio do paciente, promovendo a desospitalização e a continuidade do tratamento. É de suma importância para pacientes com doenças crônicas, idosos, acamados ou com limitações funcionais, otimizando recursos hospitalares e humanizando o cuidado. O Programa Melhor em Casa, do SUS, estrutura essa assistência em diferentes níveis. A classificação da Atenção Domiciliar (AD) é feita em três modalidades: AD1, AD2 e AD3. A AD1 é caracterizada por cuidados de menor complexidade, realizados principalmente pela Atenção Primária à Saúde. A AD2, foco da questão, destina-se a pacientes que necessitam de cuidados mais intensivos e frequentes, com a participação de uma equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, etc.), sendo ideal para pacientes acamados com múltiplas comorbidades e necessidade de otimização terapêutica. A AD3 é o nível de maior complexidade, similar a uma internação hospitalar, mas no domicílio. A escolha do nível de AD é crucial para garantir a qualidade e a segurança do paciente, além de otimizar os recursos do sistema de saúde. No caso de um paciente idoso, acamado, com demência, trombose venosa profunda e dor crônica, a AD2 é a mais indicada devido à necessidade de acompanhamento multidisciplinar contínuo para manejo da anticoagulação, controle da dor e suporte à família, garantindo um cuidado integral e adequado à sua complexidade.
A indicação de AD depende da estabilidade clínica do paciente, grau de dependência, necessidade de procedimentos e suporte familiar, visando desospitalização ou evitar internação.
AD1 é para pacientes que necessitam de cuidados de menor intensidade e frequência, geralmente com suporte familiar. AD2 é para pacientes com maior complexidade e dependência, exigindo visitas mais frequentes da equipe multidisciplinar.
AD3 é um nível de cuidado mais intensivo, geralmente para pacientes em ventilação mecânica ou com necessidades de alta complexidade tecnológica, que demandam monitoramento contínuo e equipe 24h.
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