UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Apesar das explicações detalhadas da Dra. Rosane, preceptora, a respeito da elegibilidade nas modalidades de Atenção Domiciliar (AD) propostas pela a Portaria No 825, de 25 de abril de 2016, do Ministério da Saúde, muitos residentes ainda permaneceram com dúvidas. Dra. Rosane resolveu utilizar exemplos reais advindos de sua prática como médica do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) para maior elucidação. Assim, pediu aos médicos residentes que realizassem a classificação das modalidades de AD para dois casos:Sr. José, 86 anos, domiciliado, acamado, dependente exclusivo do cuidado de terceiros após acidente vascular cerebral com hemiparesia à esquerda, com necessidade de intubação orotraqueal e evolução para traqueostomia durante a internação. Faz uso de fraldas descartáveis para a manutenção da higiene pessoal, alimenta-se por sonda nasogástrica (SNG) com dieta industrializada, utiliza sonda vesical de demora (SVD), utiliza cânula de traqueostomia metálica e está em acompanhamento semanal do SAD devido à lesão por pressão em região sacral, trocantérica esquerda, maléolo direito e ambos os calcâneos e troca de dispositivos. Sobre as modalidades de AD, assinale a opção que contém a classificação correta para o caso do Senhor José.
AD2 = paciente acamado, dependente, com múltiplos dispositivos (traqueostomia, SNG, SVD) e lesões por pressão, necessitando de equipe multiprofissional.
A Portaria nº 825/2016 do Ministério da Saúde classifica a Atenção Domiciliar (AD) em modalidades (AD1, AD2, AD3) de acordo com a complexidade e intensidade do cuidado. O caso do Sr. José, com múltiplas necessidades de saúde e dependência de dispositivos e cuidados de enfermagem complexos, se enquadra na AD2, que exige uma equipe multiprofissional do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).
A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de atenção à saúde que visa oferecer cuidados no domicílio do paciente, evitando ou encurtando internações hospitalares e promovendo a desospitalização segura. A Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016, do Ministério da Saúde, regulamenta e classifica as modalidades de AD no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo fundamental para a organização dos serviços. As modalidades de AD são categorizadas de acordo com a complexidade e intensidade dos cuidados necessários. A AD1 é para pacientes com menor necessidade de intervenção, acompanhados pela Atenção Básica. A AD2, onde se enquadra o Sr. José, é destinada a pacientes com média complexidade, que necessitam de uma equipe multiprofissional do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) para gerenciar múltiplos dispositivos (traqueostomia, SNG, SVD), realizar curativos complexos (lesões por pressão) e oferecer reabilitação. A AD3 é para casos de alta complexidade, com necessidade de tecnologias mais avançadas. Para residentes, compreender a Portaria nº 825/2016 e as modalidades de AD é crucial para a correta avaliação e encaminhamento de pacientes. A elegibilidade adequada garante que o paciente receba o nível de cuidado apropriado em seu domicílio, otimizando recursos e promovendo uma assistência humanizada e eficaz. O caso do Sr. José ilustra a complexidade que demanda a atuação do SAD na modalidade AD2.
A Portaria nº 825/2016 do Ministério da Saúde estabelece três modalidades principais de Atenção Domiciliar: AD1 (cuidados de menor complexidade, realizados pela Atenção Básica), AD2 (cuidados de média complexidade, com equipe multiprofissional do SAD) e AD3 (cuidados de alta complexidade, com necessidade de tecnologias mais avançadas).
Um paciente se enquadra na AD2 quando necessita de cuidados de média complexidade, como uso de múltiplos dispositivos (traqueostomia, sonda nasogástrica, sonda vesical), curativos complexos para lesões por pressão, reabilitação intensiva e acompanhamento por equipe multiprofissional do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).
A AD1 é destinada a pacientes com menor complexidade, que necessitam de cuidados pontuais e podem ser acompanhados pela Atenção Básica. Já a AD2 é para pacientes com maior dependência e necessidades de saúde mais complexas, exigindo uma equipe multiprofissional do SAD e um plano de cuidados mais intensivo.
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