UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2018
Na prática da atenção primária, a atenção domiciliar constitui ferramenta importante para o cuidado dos pacientes, fortalecendo a abordagem comunitária e a integralidade. É considerada uma situação que justifica a assistência domiciliar, e indicada com o uma visita domiciliar fim:
Visita domiciliar na APS: Prioridade para situações agudas que impedem deslocamento do paciente à unidade de saúde.
A visita domiciliar na Atenção Primária à Saúde é uma ferramenta essencial para pacientes que, por condições agudas ou crônicas, estão incapacitados de se deslocar à unidade, garantindo a continuidade do cuidado e a integralidade da atenção.
A atenção domiciliar (AD) é uma modalidade de cuidado essencial na Atenção Primária à Saúde (APS), que visa a integralidade e a continuidade do cuidado, especialmente para pacientes com dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A visita domiciliar é a ferramenta pela qual a AD é implementada, permitindo que a equipe de saúde avalie o paciente em seu contexto familiar e social. As indicações para assistência domiciliar são diversas, incluindo pacientes acamados, com doenças crônicas descompensadas, em cuidados paliativos, ou com condições agudas que os incapacitam de se deslocar até a unidade de saúde. Esta última situação é um dos pilares da AD, pois garante que pacientes com mobilidade reduzida ou em quadros agudos recebam o atendimento necessário sem sobrecarregar os serviços de emergência. Outras situações como busca ativa de gestantes, investigação de contactantes de tuberculose ou puericultura de lactantes com baixo peso também podem justificar visitas domiciliares, mas estas são geralmente visitas com um objetivo específico de monitoramento ou prevenção. A assistência domiciliar como um 'fim' é mais claramente justificada quando o paciente não pode acessar a unidade devido à sua condição de saúde, garantindo o atendimento e a manutenção do vínculo com a equipe.
As principais indicações incluem pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção, situações agudas que impedem o deslocamento à unidade, acompanhamento de doenças crônicas descompensadas, cuidados paliativos e situações de vulnerabilidade social.
A visita domiciliar permite uma avaliação do paciente em seu ambiente, identificando fatores sociais, econômicos e ambientais que impactam a saúde, fortalecendo o vínculo e a continuidade do cuidado, e promovendo a integralidade da atenção.
Sim, a busca ativa de gestantes que faltaram ao pré-natal é uma justificativa para visita domiciliar, mas a questão busca a situação que justifica a assistência domiciliar como um fim em si, que é o atendimento de pacientes incapacitados de ir à unidade.
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