FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Paciente masculino, 42 anos, no primeiro pós-operatório de gastroplastia redutora com bypass gastrojejunal em Y de Roux, apresenta tosse seca, febre aferida em 38,3 ºC e leve taquipneia, sem outros sinais ou sintomas associados. Qual a provável hipótese diagnóstica e o tratamento adequado?
Febre + taquipneia + tosse seca no PO precoce de cirurgia abdominal → Atelectasia pulmonar. Tto: analgesia, fisioterapia respiratória.
A atelectasia pulmonar é uma complicação comum no pós-operatório de cirurgias abdominais, especialmente bariátricas, devido à dor, imobilidade e alteração da mecânica respiratória. A febre baixa, taquipneia e tosse seca são achados típicos, e o tratamento foca na expansão pulmonar.
A atelectasia pulmonar é uma das complicações pulmonares mais comuns no período pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais de grande porte, como a gastroplastia redutora. Ela ocorre devido à diminuição da ventilação alveolar, resultando no colapso de alvéolos e bronquíolos. Fatores como dor pós-operatória (que impede a respiração profunda e a tosse), imobilidade, uso de anestésicos e opioides, e a própria manipulação abdominal contribuem para sua ocorrência. Clinicamente, a atelectasia manifesta-se tipicamente nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia com febre baixa (geralmente abaixo de 38,5°C), taquipneia, tosse seca e diminuição dos sons respiratórios na área afetada. É crucial diferenciá-la de outras causas de febre pós-operatória, como infecções, que geralmente se apresentam mais tardiamente e com quadros mais exuberantes. O tratamento da atelectasia é primariamente não farmacológico e foca na reexpansão pulmonar. Isso inclui analgesia adequada para permitir que o paciente respire profundamente e tussa, fisioterapia respiratória intensiva (com incentivo espirométrico, exercícios de respiração profunda e tosse assistida), mobilização precoce e elevação da cabeceira do leito. Antibióticos não são indicados, a menos que haja evidência de infecção secundária. Para residentes, o reconhecimento precoce e o manejo adequado da atelectasia são essenciais para prevenir complicações mais graves, como pneumonia.
Fatores de risco incluem cirurgias abdominais e torácicas, obesidade, dor pós-operatória que limita a respiração profunda, uso de opioides, tabagismo e doenças pulmonares preexistentes.
A atelectasia geralmente se manifesta com febre baixa (<38,5°C), taquipneia e tosse seca nas primeiras 24-48 horas. A pneumonia tende a surgir mais tardiamente (>48-72h), com febre mais alta, tosse produtiva e sinais de consolidação pulmonar.
O tratamento inicial foca em medidas de expansão pulmonar, como analgesia adequada para permitir respiração profunda, fisioterapia respiratória (incentivo espirométrico, tosse assistida), mobilização precoce e elevação da cabeceira do leito.
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