UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Qual dos pacientes cirúrgicos abaixo tem provavelmente o MENOR risco de atelectasia pulmonar pós-operatória?
Menor risco de atelectasia pós-operatória → cirurgias de baixo risco como histerectomia, sem fatores adicionais.
Atelectasia pós-operatória é uma complicação comum, especialmente em cirurgias abdominais altas, longas, em pacientes obesos ou com compressão abdominal. Cirurgias de menor porte e duração, como a histerectomia, geralmente apresentam menor risco se não houver outros fatores complicadores.
A atelectasia pulmonar pós-operatória é uma das complicações pulmonares mais comuns após cirurgias, definida como o colapso de uma porção do pulmão. Sua incidência varia amplamente, mas é particularmente elevada em cirurgias de grande porte, podendo levar a hipoxemia, pneumonia e prolongamento da internação hospitalar. É crucial para o residente identificar os pacientes de maior risco para implementar estratégias preventivas eficazes. A fisiopatologia envolve a diminuição do volume pulmonar, disfunção diafragmática, dor pós-operatória, uso de opioides e anestesia geral, que alteram a mecânica respiratória e o reflexo da tosse. O diagnóstico é primariamente clínico, com achados como taquipneia, hipoxemia e diminuição dos sons respiratórios, podendo ser confirmado por radiografia de tórax. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco conhecidos. O manejo preventivo e terapêutico inclui mobilização precoce, fisioterapia respiratória com exercícios de respiração profunda e tosse, uso de incentivadores respiratórios, analgesia adequada para permitir a expansão pulmonar e, em casos selecionados, ventilação não invasiva. O objetivo é restaurar a ventilação alveolar e prevenir complicações mais graves como a pneumonia associada à ventilação.
Os principais fatores incluem cirurgia abdominal alta, obesidade mórbida, anestesia geral prolongada (>3-4h), dor pós-operatória, uso de faixas abdominais compressivas e doenças pulmonares preexistentes.
A cirurgia abdominal alta causa dor e disfunção diafragmática, levando à diminuição dos volumes pulmonares, tosse ineficaz e retenção de secreções, favorecendo o colapso alveolar.
Medidas incluem fisioterapia respiratória, deambulação precoce, analgesia adequada, uso de incentivadores respiratórios e, em alguns casos, ventilação não invasiva.
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