HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Mulher, 73 anos de idade, ASA III, submetida a herniorrafia femoral direita eletiva, sendo que no 1° dia de pós-operatório evoluiu com tosse e dispneia leve. A principal hipótese diagnóstica é:
Idosa ASA III + cirurgia abdominal + tosse/dispneia 1º DPO → Atelectasia pulmonar é a principal hipótese.
Atelectasia pulmonar é uma complicação pós-operatória comum, especialmente em idosos, pacientes com comorbidades (ASA III) e após cirurgias abdominais. A tosse e dispneia leve no primeiro dia de pós-operatório são sintomas clássicos de colapso de alvéolos pulmonares devido à hipoventilação e dor.
A atelectasia pulmonar é uma das complicações pulmonares mais frequentes no período pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais ou torácicas. Caracteriza-se pelo colapso de alvéolos ou segmentos pulmonares, resultando em troca gasosa prejudicada. Pacientes idosos e com comorbidades (ASA III) possuem um risco aumentado devido à menor reserva fisiológica e maior propensão a hipoventilação. A fisiopatologia da atelectasia pós-operatória envolve a redução do volume pulmonar, diminuição da complacência torácica, dor que limita a respiração profunda e a tosse, e o acúmulo de secreções. Isso leva à absorção de gases dos alvéolos não ventilados e ao seu colapso. O diagnóstico é clínico, com base nos sintomas de tosse e dispneia, e pode ser confirmado por radiografia de tórax, que mostra opacidades ou desvio de estruturas. O tratamento e a prevenção focam na otimização da ventilação e na remoção de secreções. Medidas como mobilização precoce, fisioterapia respiratória (incentivo espirométrico), analgesia adequada e, em alguns casos, ventilação não invasiva são essenciais. O reconhecimento rápido e a intervenção são fundamentais para evitar a progressão para complicações mais graves, como pneumonia.
Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, tabagismo, doenças pulmonares preexistentes, cirurgias abdominais ou torácicas, anestesia geral prolongada, dor pós-operatória que limita a respiração profunda e imobilidade prolongada.
Os sintomas podem variar de assintomáticos a tosse, dispneia leve a moderada, taquipneia, febre baixa e dor torácica. Ao exame físico, pode-se encontrar diminuição do murmúrio vesicular e macicez à percussão na área afetada.
A conduta inclui mobilização precoce, fisioterapia respiratória (incentivo espirométrico, exercícios de respiração profunda e tosse), analgesia adequada para permitir a expansão pulmonar e, em casos selecionados, ventilação não invasiva.
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