SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Fala contra o diagnóstico de atelectasia pós-operatória no raio-X de tórax feito no 1° DPO de uma cirurgia abdominal de grande porte:
Atelectasia = perda de volume (desvio ipsilateral) SEM broncograma aéreo (via aérea obstruída).
A atelectasia por reabsorção ocorre por obstrução da via aérea; logo, o broncograma aéreo é um sinal de patência brônquica típico de pneumonias, não de atelectasia obstrutiva.
A atelectasia é a complicação pulmonar mais frequente no pós-operatório imediato, especialmente em cirurgias abdominais altas e torácicas. A fisiopatologia envolve a compressão extrínseca, disfunção do surfactante ou obstrução brônquica por secreções. O reconhecimento radiológico precoce é fundamental para iniciar manobras de fisioterapia respiratória e evitar a progressão para pneumonia secundária.
O broncograma aéreo é a visualização de brônquios preenchidos por ar contrastando com o parênquima pulmonar adjacente opacificado (preenchido por fluido, pus ou células). É um sinal de que a via aérea está pérvia, sendo típico de pneumonias e edema pulmonar, mas geralmente ausente em atelectasias obstrutivas.
Os sinais diretos incluem o deslocamento das cissuras interlobares em direção à área colapsada e o aumento da radiopacidade (opacidade) do lobo ou segmento afetado. Sinais indiretos incluem elevação da cúpula diafragmática ipsilateral, desvio do mediastino/traqueia para o lado da lesão e hiperinsuflação compensatória do pulmão adjacente.
Ocorre devido à redução da expansibilidade torácica por dor, uso de anestésicos que reduzem o surfactante, e disfunção diafragmática reflexa. A ventilação com baixos volumes correntes e a imobilidade favorecem o colapso alveolar, especialmente nas bases pulmonares.
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