HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020
Homem, 40 anos de idade, foi submetido a cirurgia abdominal prolongada. Após 24 horas de pós-operatório, apresentou dispneia, dor torácica direita, taquicardia, febre de 38,5°C. À ausculta pulmonar, alguns roncos e murmúrio vesicular diminuído na base do hemitórax direito. O paciente manteve-se normotenso durante este evento. A principal hipótese diagnóstica para este caso é:
Pós-operatório de cirurgia abdominal + dispneia, febre, MV ↓ → alta suspeita de atelectasia.
A atelectasia é a complicação pulmonar mais comum no pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais prolongadas. A redução da ventilação, dor e imobilidade levam ao colapso alveolar, manifestando-se com dispneia, taquicardia, febre e achados auscultatórios como murmúrio vesicular diminuído e roncos.
A atelectasia é o colapso de uma parte do pulmão devido à obstrução brônquica ou à compressão extrínseca, resultando em reabsorção do ar alveolar. É a complicação pulmonar mais comum no pós-operatório, especialmente após cirurgias abdominais prolongadas, devido à dor que limita a respiração profunda, à imobilidade e aos efeitos da anestesia que reduzem o volume pulmonar. Clinicamente, a atelectasia manifesta-se com dispneia, taquicardia, dor torácica e febre baixa (geralmente nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia). Ao exame físico, a ausculta pulmonar pode revelar murmúrio vesicular diminuído ou ausente, crepitações ou roncos na área afetada. A radiografia de tórax pode mostrar opacidades lineares ou áreas de colapso pulmonar. O manejo da atelectasia é primariamente preventivo e terapêutico com medidas de expansão pulmonar. Isso inclui deambulação precoce, fisioterapia respiratória intensiva, uso de espirômetro de incentivo e analgesia adequada para permitir que o paciente respire profundamente e tussa eficazmente. A diferenciação de outras complicações pulmonares, como pneumonia ou embolia pulmonar, é crucial, embora a atelectasia possa predispor a pneumonia.
Fatores de risco incluem cirurgias abdominais ou torácicas, anestesia geral prolongada, dor pós-operatória (que limita a respiração profunda), obesidade, tabagismo, doenças pulmonares preexistentes e imobilidade.
A atelectasia pode se manifestar com dispneia, taquicardia, dor torácica, tosse e febre baixa (geralmente nas primeiras 24-48 horas). Ao exame físico, pode haver murmúrio vesicular diminuído, crepitações ou roncos na área afetada.
A prevenção e o tratamento da atelectasia focam na expansão pulmonar. Isso inclui deambulação precoce, fisioterapia respiratória, uso de espirômetro de incentivo, analgesia adequada para permitir respirações profundas e, em casos graves, broncoscopia para remoção de secreções.
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