UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente de 56 anos, G2P2, com menopausa aos 52 anos, submeteu-se a uma histerectomia laparoscópica por miomatose uterina e sangramento uterino não responsivo a tratamento clínico. No primeiro dia pós-operatório, apresentou febre (38°C). Neste caso, qual a provável causa da febre?
Febre nas primeiras 24-48h pós-op → Atelectasia é a causa mais comum, especialmente após cirurgias abdominais.
A atelectasia é a causa mais comum de febre nas primeiras 24-48 horas após uma cirurgia, especialmente abdominal ou torácica. Ela ocorre devido à diminuição da ventilação e acúmulo de secreções, levando ao colapso de alvéolos, e não deve ser confundida com infecção precoce.
A febre no pós-operatório é uma intercorrência comum e sua investigação depende do tempo de surgimento. Nas primeiras 24 a 48 horas após uma cirurgia, a causa mais frequente de febre é a atelectasia pulmonar, que se caracteriza pelo colapso de alvéolos devido à hipoventilação, acúmulo de secreções e dor que limita a respiração profunda. É crucial diferenciar essa condição de outras causas infecciosas que tendem a aparecer mais tardiamente. A fisiopatologia da atelectasia envolve a redução do volume pulmonar e a obstrução brônquica por muco, levando à reabsorção do ar alveolar e colapso. O diagnóstico é clínico, baseado na febre baixa, taquipneia e achados no exame físico pulmonar, podendo ser confirmado por radiografia de tórax. A suspeita deve ser alta em pacientes submetidos a cirurgias abdominais ou torácicas, como a histerectomia laparoscópica. O tratamento e a prevenção da atelectasia focam em medidas que promovam a expansão pulmonar: deambulação precoce, fisioterapia respiratória, exercícios de respiração profunda e uso de espirômetro de incentivo. O prognóstico é geralmente bom com intervenção adequada, evitando complicações como pneumonia.
Os sinais incluem febre baixa, taquipneia, diminuição dos murmúrios vesiculares e macicez à percussão na área afetada, além de tosse não produtiva.
A prevenção envolve mobilização precoce, deambulação, fisioterapia respiratória, tosse incentivada e uso de espirômetro de incentivo para promover a expansão pulmonar.
Infecções da ferida operatória, urinárias ou pneumonia geralmente causam febre após 48-72 horas de cirurgia, enquanto a atelectasia é mais precoce.
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