Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Paciente de 7 anos é internado devido à síndrome respiratória aguda grave devido à pneumonia da comunidade. Após 5 dias de tratamento em regime hospitalar apresenta piora da dispneia, queda de saturação e piora da tosse. Exames séricos não evidenciaram piora. Foi realizado a radiografia de tórax abaixo. Diante do quadro clínico, a piora clínica se associa à (ao):
Piora clínica em pneumonia infantil com RX sugestivo → investigar complicações como atelectasia ou derrame pleural.
A piora clínica em um paciente pediátrico com pneumonia, mesmo sob tratamento, deve levantar a suspeita de complicações. A atelectasia é uma complicação comum, especialmente em crianças, e pode ser causada por obstrução brônquica por muco ou compressão extrínseca.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e a identificação precoce de suas complicações é crucial para um desfecho favorável. A atelectasia, uma complicação comum, refere-se ao colapso de uma porção do pulmão, resultando em perda de volume e comprometimento da troca gasosa. Sua prevalência em casos de PAC pediátrica varia, mas é um fator importante a ser considerado em quadros de piora clínica. A fisiopatologia da atelectasia em pneumonia pediátrica frequentemente envolve a obstrução brônquica por secreções espessas, tampões mucosos ou inflamação das vias aéreas, impedindo a ventilação alveolar. O diagnóstico é suspeitado diante de piora da dispneia, taquipneia e hipoxemia, e confirmado por radiografia de tórax, que revela sinais de perda de volume pulmonar. É fundamental suspeitar de atelectasia em qualquer criança com pneumonia que não melhora ou piora clinicamente apesar do tratamento adequado. O manejo da atelectasia visa restaurar a aeração pulmonar e inclui fisioterapia respiratória intensiva, broncodilatadores, hidratação adequada e, em casos refratários, broncoscopia terapêutica para remoção de obstruções. O prognóstico geralmente é bom com intervenção precoce, mas a falha em reconhecer e tratar pode levar a complicações mais graves, como infecções secundárias ou insuficiência respiratória prolongada. Para residentes, é vital diferenciar a atelectasia de outras complicações como derrame pleural ou pneumotórax.
Em crianças, a atelectasia pode manifestar-se com piora da dispneia, taquipneia, tosse persistente, queda da saturação de oxigênio e, ao exame físico, murmúrio vesicular diminuído ou ausente na área afetada.
A radiografia de tórax pode mostrar opacificação homogênea, desvio de estruturas mediastinais para o lado da lesão, elevação do diafragma ipsilateral e aproximação das costelas, indicando perda de volume pulmonar.
A conduta inicial inclui fisioterapia respiratória intensiva para desobstrução brônquica, otimização da hidratação e, em alguns casos, broncoscopia para remoção de tampões mucosos ou corpos estranhos, além de manter o tratamento da pneumonia subjacente.
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