AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Adolescente de 16 anos de idade é atendido por ataxia aguda. Foram afastadas causas infecciosas e traumáticas. Assinale a alternativa com as substâncias que podem estar relacionadas a esse quadro.
Ataxia aguda em adolescente, excluídas causas infecciosas/traumáticas → considerar intoxicação por álcool ou fenitoína.
A ataxia aguda em adolescentes, após exclusão de causas infecciosas e traumáticas, frequentemente aponta para intoxicações. Álcool e fenitoína são substâncias bem conhecidas por causar ataxia cerebelar, mesmo em doses terapêuticas elevadas para a fenitoína ou em intoxicação aguda para o álcool.
A ataxia aguda em adolescentes é uma condição que exige uma investigação diagnóstica abrangente, pois suas causas variam desde benignas e autolimitadas até emergências neurológicas. Após a exclusão de etiologias infecciosas (como cerebelite pós-viral), traumáticas e estruturais (como tumores ou AVC), as intoxicações por substâncias ou medicamentos emergem como uma causa importante e frequentemente reversível. O álcool etílico é uma das causas mais comuns de ataxia aguda, especialmente em adolescentes, devido ao seu efeito depressor direto sobre o cerebelo. A intoxicação alcoólica aguda manifesta-se com dismetria, disdiadococinesia, nistagmo e disartria. A fenitoína, um anticonvulsivante amplamente utilizado, também é uma causa notória de ataxia dose-dependente. Níveis séricos elevados de fenitoína podem levar a nistagmo, ataxia e disartria, sendo a ataxia um sinal precoce de toxicidade. O manejo da ataxia aguda induzida por substâncias envolve a identificação e interrupção do agente causador, além de medidas de suporte. A educação sobre o uso de substâncias e a monitorização terapêutica de medicamentos são essenciais para prevenir esses quadros. Residentes devem estar atentos à história de uso de substâncias e medicamentos na avaliação de um paciente com ataxia aguda.
As causas de ataxia aguda em adolescentes incluem infecções (cerebelite pós-viral), trauma craniano, tumores cerebrais, doenças desmielinizantes, AVC e, de forma importante, intoxicações por substâncias ou medicamentos.
O álcool é um depressor do sistema nervoso central que afeta primariamente o cerebelo, responsável pela coordenação motora e equilíbrio. A intoxicação aguda por álcool leva a disfunção cerebelar, resultando em ataxia, disartria e nistagmo.
A fenitoína, um anticonvulsivante, pode causar toxicidade dose-dependente. Os sinais incluem nistagmo (geralmente o primeiro), ataxia, disartria, sonolência e confusão. A monitorização dos níveis séricos é crucial.
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