FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
Um plantonista de um serviço de emergência recebe um paciente com relato de um déficit neurológico focal transitório (“fraqueza no lado direito”), que reverteu espontaneamente ainda no domicílio e a família não consegue informar com segurança quanto tempo ocorreu até a reversão. Sabe-se que pacientes com ataque isquêmico transitório têm probabilidade de ocorrência de um acidente vascular encefálico (AVE) maior nos 3 meses subsequentes. Qual das seguintes condições abaixo indica maior risco da ocorrência de AVE após o evento descrito acima?
AIT: Diabetes Mellitus é um fator de risco independente e aumenta o escore ABCD2 para AVE subsequente.
O Ataque Isquêmico Transitório (AIT) é um sinal de alerta para um risco aumentado de Acidente Vascular Encefálico (AVE) nos dias e meses seguintes. A estratificação de risco é feita pela escala ABCD2, que inclui idade, pressão arterial, características clínicas do déficit, duração dos sintomas e presença de diabetes mellitus, sendo este último um fator que eleva o risco de AVE.
O Ataque Isquêmico Transitório (AIT) é definido como um episódio transitório de disfunção neurológica causada por isquemia focal cerebral, medular ou retiniana, sem infarto agudo. Embora os sintomas se resolvam espontaneamente, o AIT é um forte preditor de um Acidente Vascular Encefálico (AVE) iminente, com o maior risco ocorrendo nas primeiras 48 horas e nos 3 meses subsequentes. O reconhecimento e manejo rápidos do AIT são cruciais para a prevenção secundária do AVE. A estratificação do risco de AVE após um AIT é realizada pela escala ABCD2, que atribui pontos a fatores como idade, pressão arterial, características clínicas do déficit (fraqueza unilateral ou distúrbio de fala), duração dos sintomas e presença de diabetes mellitus. Uma pontuação mais alta na escala ABCD2 indica um risco significativamente maior de AVE. O diabetes mellitus é um fator de risco vascular bem estabelecido e contribui para a progressão da aterosclerose e outras patologias que aumentam a vulnerabilidade a eventos isquêmicos. O manejo de um paciente com AIT envolve a identificação da etiologia subjacente (como estenose carotídea, fibrilação atrial, doença de pequenos vasos), otimização dos fatores de risco cardiovasculares (hipertensão, dislipidemia, diabetes) e início de terapia antiplaquetária. A educação do paciente sobre a importância do AIT como um sinal de alerta e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir o risco de um AVE futuro, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida.
A escala ABCD2 avalia o risco de AVE após um AIT, considerando Idade (>60 anos), Pressão Arterial (PA ≥ 140/90 mmHg), Características Clínicas (fraqueza unilateral, distúrbio de fala), Duração dos sintomas e Diabetes Mellitus. A pontuação total estratifica o risco de AVE em 2, 7 e 90 dias.
O diabetes mellitus é um fator de risco independente para doenças cerebrovasculares, pois contribui para aterosclerose, disfunção endotelial e inflamação, aumentando a probabilidade de um evento isquêmico subsequente após um AIT.
A conduta inicial inclui avaliação rápida para confirmar o diagnóstico, estratificação de risco (ABCD2), investigação da etiologia (ex: estenose carotídea, fibrilação atrial) e início imediato de medidas de prevenção secundária, como antiagregantes plaquetários, controle da pressão arterial e dislipidemia.
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