CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Doze semanas após transplante de córnea, paciente de 75 anos apresenta o enxerto transparente, sem edema, ou formação de neovasos. Há ainda oito suturas simples, interrompidas e uma sutura contínua completa. A seguir alguns dados do exame clínico: ⢠Acuidade visual sem correção: 0,2. ⢠Acuidade visual corrigida: 0,5. ⢠Refração: -2,00 DE + 5,00 DC (90°). ⢠Ceratometria: 48,40 (90°) / 42,60 (180°). Qual o passo seguinte mais adequado na condução do pós-operatório, entre as alternativas abaixo?
Astigmatismo pós-transplante → remover sutura no meridiano mais curvo (maior poder dióptrico).
Para reduzir o astigmatismo pós-ceratoplastia, removem-se suturas no eixo mais curvo (maior K), que no caso é 90° (48.40 D), permitindo o aplanamento local.
O manejo seletivo de suturas é a primeira linha para tratar astigmatismos elevados após ceratoplastia penetrante. Através da análise da ceratometria ou topografia, o cirurgião identifica os eixos de maior tensão e remove suturas específicas para moldar a curvatura corneana antes de considerar intervenções definitivas.
Porque o meridiano de 90° é o mais curvo (48.40 D). A remoção da sutura 'relaxa' a córnea nesse eixo, diminuindo sua curvatura e reduzindo o astigmatismo.
Geralmente após 10 a 12 semanas, dependendo da estabilidade do enxerto e da necessidade de melhora da acuidade visual corrigida.
É o princípio de que a retirada de uma sutura interrompida causa aplanamento no meridiano onde a sutura estava localizada.
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