CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Se a refração do paciente é +1,50 DE <> -0,50 DC x 180º e sua ceratometria é 42,00 D x 180º e 44,00 D x 90º, podemos afirmar que o astigmatismo interno é:
Astigmatismo Total = Astigmatismo Corneano + Astigmatismo Interno.
O astigmatismo interno é a diferença vetorial entre a refração total do paciente e a curvatura da face anterior da córnea medida pela ceratometria.
Na prática refrativa, o astigmatismo total (medido pela refração) é a soma vetorial do astigmatismo corneano anterior e do astigmatismo interno. Nesta questão, a refração total apresenta um componente cilíndrico de -0,50 x 180º. A ceratometria mostra uma córnea com 2,00 D de astigmatismo 'a favor da regra' (meridiano vertical mais curvo), o que equivale a -2,00 x 180º. Para encontrar o componente interno, usamos a fórmula: Total = Corneano + Interno. Logo, (-0,50 x 180º) = (-2,00 x 180º) + Interno. O cálculo resulta em Interno = +1,50 x 180º. Convertendo para a forma de cilindro negativo (transposição), temos -1,50 x 90º. Este valor representa a compensação que as estruturas internas (geralmente o cristalino) exercem sobre o astigmatismo corneano.
O astigmatismo corneano é a diferença entre os meridianos ceratométricos. Se temos 42,00 D x 180º e 44,00 D x 90º, a córnea é mais curva a 90º. Isso gera um astigmatismo de -2,00 DC com eixo a 180º (ou +2,00 DC com eixo a 90º).
O astigmatismo interno é composto principalmente pelo astigmatismo da face posterior da córnea e pelo astigmatismo do cristalino (inclinação ou toricidade das superfícies lenticulares).
É fundamental no planejamento de cirurgias de catarata com implante de lentes tóricas e na adaptação de lentes de contato rígidas, onde o astigmatismo interno não é corrigido pelo filme lacrimal.
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