Assistolia Pediátrica: Manejo e Dose de Adrenalina na PCR

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023

Enunciado

Criança de 01 ano da entrada na UPA em PCR, monitor mostra assistolia, iniciada massagem e ventilação, você é o(a) plantonista e segue com:

Alternativas

  1. A) Realizar cardioversão elétrica
  2. B) Administrar adrenalina 0,01 mg/kg
  3. C) Administrar atropina 0,02 mg/k
  4. D) Aguarda enzimas cardíacas

Pérola Clínica

Em PCR pediátrica com assistolia, a conduta imediata após RCP de alta qualidade é administrar adrenalina 0,01 mg/kg IV/IO.

Resumo-Chave

Diante de uma criança em parada cardiorrespiratória com ritmo de assistolia no monitor, após iniciar as compressões torácicas e ventilação, a próxima etapa crucial no algoritmo de ressuscitação pediátrica é a administração de adrenalina (epinefrina) na dose de 0,01 mg/kg por via intravenosa ou intraóssea, repetindo a cada 3-5 minutos.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é um evento crítico, e a assistolia representa a ausência total de atividade elétrica cardíaca, sendo um ritmo não chocável. Em pediatria, a PCR frequentemente é precedida por insuficiência respiratória ou choque, evoluindo para bradicardia e, finalmente, assistolia. O manejo eficaz exige uma sequência de ações rápidas e coordenadas. Após a identificação da assistolia e a confirmação da ausência de pulso, as compressões torácicas de alta qualidade e a ventilação são iniciadas imediatamente. A próxima etapa crucial no algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (SAVP) é a administração de adrenalina (epinefrina). Este medicamento é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, sendo a principal droga para tentar restaurar a circulação espontânea em ritmos não chocáveis. A dose recomendada de adrenalina é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa (IV) ou intraóssea (IO), podendo ser repetida a cada 3-5 minutos. A cardioversão elétrica não tem indicação na assistolia, pois não há atividade elétrica para ser 'chocada'. O foco deve ser na RCP contínua e de alta qualidade, na administração de adrenalina e na identificação e correção de causas reversíveis da PCR.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre assistolia e AESP na PCR pediátrica?

Assistolia é a ausência completa de atividade elétrica no coração, enquanto AESP (atividade elétrica sem pulso) apresenta alguma atividade elétrica organizada ou não organizada no monitor, mas sem pulso palpável. Ambos são ritmos não chocáveis.

Qual o papel da adrenalina na assistolia pediátrica?

A adrenalina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea. É o principal medicamento na assistolia e AESP, administrado a cada 3-5 minutos.

Quando a cardioversão elétrica é indicada em pediatria?

A cardioversão elétrica é indicada para taquiarritmias sintomáticas com pulso que causam instabilidade hemodinâmica. Na PCR, a desfibrilação é usada apenas para fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, que são ritmos chocáveis.

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