Assistolia Pediátrica: Manejo Farmacológico na PCR

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

Você está de plantão na enfermaria de pediatria e é chamado para avaliar lactente de 6 meses, internado por uma pneumonia, que está cianótico. Ele está com máscara não reinalante e com gasping. Você não palpa pulso central. Quando faz a monitorização cardíaca deste paciente o monitor mostra o seguinte traçado: Qual é o distúrbio apresentado por este paciente e qual o tratamento de escolha?

Alternativas

  1. A) Trata-se de assistolia e a droga de escolha é a atropina 0,02 mg/kg/dose EV, seguida por epinefrina 0,01 mg/kg/dose EV;
  2. B) Trata-se de assistolia e a droga de escolha é epinefrina 0,01 mg/kg/dose EV;
  3. C) Trata-se de assistolia e o tratamento de escolha é a atropina 0,02 mg/kg/dose;
  4. D) Trata-se de assistolia e o tratamento de escolha é a cardioversão elétrica com 1 J/kg.

Pérola Clínica

Assistolia pediátrica → Atropina 0,02 mg/kg EV seguida de Epinefrina 0,01 mg/kg EV.

Resumo-Chave

Em casos de assistolia pediátrica, a conduta pode iniciar com atropina para tentar reverter possível tônus vagal excessivo, seguida pela administração de epinefrina, a droga vasopressora principal para restaurar a perfusão e a atividade cardíaca.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em lactentes é uma emergência médica crítica, frequentemente precedida por insuficiência respiratória ou choque. A assistolia, caracterizada pela ausência de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma e de pulso palpável, é um ritmo de PCR comum em pediatria, geralmente resultado de hipóxia prolongada. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são vitais para a sobrevida. O manejo da assistolia pediátrica segue diretrizes que podem variar ligeiramente entre protocolos, mas a prioridade é iniciar compressões torácicas de alta qualidade e ventilação. Em alguns contextos, a administração de atropina pode ser considerada inicialmente para tentar reverter um possível componente vagal, especialmente se a assistolia foi precedida por bradicardia extrema. A dose recomendada de atropina é de 0,02 mg/kg/dose EV. Após a atropina, ou como primeira droga em muitos protocolos, a epinefrina é a droga de escolha para assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP). Administrada em doses de 0,01 mg/kg EV/IO a cada 3-5 minutos, ela atua como um potente vasopressor e estimulante cardíaco, aumentando a perfusão coronariana e cerebral. A identificação e correção de causas reversíveis (Hs e Ts) são igualmente importantes durante a reanimação.

Perguntas Frequentes

Qual a dose e via de administração da atropina na assistolia pediátrica?

A dose de atropina na assistolia pediátrica é de 0,02 mg/kg/dose EV, podendo ser considerada antes da epinefrina em protocolos que visam reverter um possível componente vagal na parada.

Qual a dose e via de administração da epinefrina na assistolia pediátrica?

A dose de epinefrina na assistolia pediátrica é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa (EV) ou intraóssea (IO), administrada após a atropina conforme a alternativa correta.

Quais são as principais causas de parada cardiorrespiratória em lactentes?

Em lactentes, as principais causas de parada cardiorrespiratória são hipóxia e choque, frequentemente secundários a doenças respiratórias graves (como pneumonia, bronquiolite) ou desidratação severa.

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