Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Na assistência ao trabalho de parto de uma primigesta se constatou um quadro de distocia funcional, classificada como distocia de dilatação e, assim sendo, a primeira conduta a se tomar foi a amniotomia. A avaliação do bem-estar fetal mostrou que o feto estava bem. Em relação à amniotomia, é correto que
Amniotomia: perfurar a membrana na posição das 12 horas para segurança fetal e eficácia.
A amniotomia é um procedimento para acelerar o trabalho de parto ou induzir contrações, especialmente em casos de distocia de dilatação. A técnica correta envolve a perfuração da membrana no ápice da bolsa, preferencialmente na posição das 12 horas, para minimizar riscos como lesão fetal ou prolapso do cordão umbilical.
A amniotomia, ou ruptura artificial das membranas amnióticas, é um procedimento obstétrico comum utilizado para induzir ou acelerar o trabalho de parto, especialmente em situações de distocia funcional, como a distocia de dilatação. Sua eficácia reside na liberação de prostaglandinas e na intensificação da pressão da apresentação fetal sobre o colo uterino, o que pode otimizar as contrações e progredir o parto. É uma técnica que exige conhecimento e habilidade para ser realizada com segurança. A técnica correta da amniotomia é crucial para minimizar riscos. Antes de sua execução, é fundamental avaliar a dilatação cervical, a apresentação fetal e o bem-estar fetal. O procedimento deve ser realizado com o colo uterino favorável e a apresentação fetal bem encaixada para evitar o prolapso do cordão umbilical. A perfuração da membrana deve ser feita no ápice da bolsa, preferencialmente na posição equivalente às 12 horas do mostrador de relógio, utilizando um amniótomo. Após a amniotomia, é importante observar a cor e o volume do líquido amniótico, além de monitorar a frequência cardíaca fetal para detectar possíveis complicações, como desacelerações. Embora seja um procedimento relativamente simples, a amniotomia não é isenta de riscos, incluindo infecção intra-amniótica e, mais raramente, lesão fetal. A decisão de realizar a amniotomia deve ser baseada em uma avaliação clínica cuidadosa e na consideração dos benefícios e riscos para a mãe e o feto.
A amniotomia é indicada para induzir ou acelerar o trabalho de parto, especialmente em casos de distocia de dilatação, quando as membranas estão íntegras e o colo está favorável, ou para permitir a monitorização interna do feto.
A amniotomia deve ser realizada com o colo dilatado, apresentação fetal bem encaixada e membranas protuberantes. A perfuração deve ser feita no ápice da bolsa, geralmente na posição das 12 horas, com um amniótomo, e o líquido amniótico deve ser liberado lentamente.
Os riscos incluem prolapso de cordão umbilical, infecção intra-amniótica (corioamnionite), descolamento prematuro de placenta, sangramento e, raramente, lesão fetal. A monitorização fetal contínua é essencial após o procedimento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo