Assistência ao Parto: Analgesia e Condutas Atuais

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026

Enunciado

Em relação à assistência ao parto, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Não se determina uma cérvico-dilatação para indicar a analgesia do trabalho de parto, sendo a dor da parturiente o elemento determinante para isso.
  2. B) No período de dilatação, espera-se até, no máximo, 5 contrações.
  3. C) Na fase de expulsivo, deve-se auscultar os batimentos cardíacos fetais a cada 15 minutos.
  4. D) O terceiro período ativo determina a extração placentária após 10 minutos da expulsão do ovoide córmico.
  5. E) A episiotomia não deve ser realizada em partos vaginais espontâneos, sendo indicada, na atualidade, somente para partos instrumentalizados.

Pérola Clínica

Analgesia de parto → indicada pela dor da paciente, independente da dilatação cervical.

Resumo-Chave

A assistência moderna ao parto foca na autonomia da paciente e evidências científicas, como a analgesia sob demanda e a episiotomia restritiva.

Contexto Educacional

A assistência ao parto evoluiu de um modelo intervencionista para um modelo baseado em evidências e centrado na mulher. A analgesia neuroaxial (epidural ou combinada) é o padrão-ouro para o alívio da dor, sendo a solicitação da paciente o critério soberano. No manejo do terceiro período (dequitação), a conduta ativa com uso de ocitocina profilática é recomendada para reduzir o risco de hemorragia pós-parto. A vigilância do bem-estar fetal deve ser adaptada ao risco gestacional, utilizando a ausculta intermitente em pacientes de baixo risco, respeitando intervalos rigorosos conforme a fase do parto.

Perguntas Frequentes

Quando indicar analgesia no trabalho de parto?

A indicação de analgesia no trabalho de parto é baseada primordialmente no desejo da paciente e na intensidade da dor referida por ela. Não há evidências que sustentem a necessidade de aguardar uma dilatação cervical específica (como 4 ou 5 cm) para iniciar o procedimento. O início precoce da analgesia não aumenta as taxas de cesariana, embora possa prolongar discretamente o segundo estágio do parto. O foco deve ser o conforto materno e a segurança fetal.

Qual a frequência da ausculta fetal no período expulsivo?

Em gestações de baixo risco, a recomendação para a ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) durante o período expulsivo (segundo estágio) é de que seja realizada a cada 5 minutos ou após cada contração. No primeiro estágio (dilatação), a frequência é a cada 15 a 30 minutos. Essa vigilância rigorosa no expulsivo é crucial para detectar precocemente sinais de hipóxia fetal aguda que exijam intervenção imediata.

A episiotomia deve ser realizada de rotina?

Não. A prática da episiotomia de rotina foi abandonada em favor da episiotomia seletiva. Ela deve ser considerada apenas em casos específicos, como necessidade de parto instrumentalizado (fórceps ou vácuo-extrator), sofrimento fetal agudo ou quando há risco iminente de laceração grave de períneo. A evidência mostra que a episiotomia rotineira aumenta o risco de lacerações de terceiro e quarto graus e não previne disfunções do assoalho pélvico.

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