Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Em relação à assistência ao parto, assinale a alternativa correta:
Analgesia de parto → indicada pela dor da paciente, independente da dilatação cervical.
A assistência moderna ao parto foca na autonomia da paciente e evidências científicas, como a analgesia sob demanda e a episiotomia restritiva.
A assistência ao parto evoluiu de um modelo intervencionista para um modelo baseado em evidências e centrado na mulher. A analgesia neuroaxial (epidural ou combinada) é o padrão-ouro para o alívio da dor, sendo a solicitação da paciente o critério soberano. No manejo do terceiro período (dequitação), a conduta ativa com uso de ocitocina profilática é recomendada para reduzir o risco de hemorragia pós-parto. A vigilância do bem-estar fetal deve ser adaptada ao risco gestacional, utilizando a ausculta intermitente em pacientes de baixo risco, respeitando intervalos rigorosos conforme a fase do parto.
A indicação de analgesia no trabalho de parto é baseada primordialmente no desejo da paciente e na intensidade da dor referida por ela. Não há evidências que sustentem a necessidade de aguardar uma dilatação cervical específica (como 4 ou 5 cm) para iniciar o procedimento. O início precoce da analgesia não aumenta as taxas de cesariana, embora possa prolongar discretamente o segundo estágio do parto. O foco deve ser o conforto materno e a segurança fetal.
Em gestações de baixo risco, a recomendação para a ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) durante o período expulsivo (segundo estágio) é de que seja realizada a cada 5 minutos ou após cada contração. No primeiro estágio (dilatação), a frequência é a cada 15 a 30 minutos. Essa vigilância rigorosa no expulsivo é crucial para detectar precocemente sinais de hipóxia fetal aguda que exijam intervenção imediata.
Não. A prática da episiotomia de rotina foi abandonada em favor da episiotomia seletiva. Ela deve ser considerada apenas em casos específicos, como necessidade de parto instrumentalizado (fórceps ou vácuo-extrator), sofrimento fetal agudo ou quando há risco iminente de laceração grave de períneo. A evidência mostra que a episiotomia rotineira aumenta o risco de lacerações de terceiro e quarto graus e não previne disfunções do assoalho pélvico.
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