UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2018
Tendo como referência as diretrizes da Politica Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno e da Rede Cegonha, julgue o item seguinte. No pré-natal de baixo risco, os exames complementares recomendados no terceiro trimestre de gestação são: hemograma, glicemia em jejum, Coombs indireto (para RH negativo), VDRL, anti-HIV, sorologia para hepatite B (HbsAg), exame de toxoplasmose (se IgG não for reagente), urocultura + urina tipo 1 e secreção vaginal (a partir da 37ª semana de gestção).
3º Trimestre → Repetir Hemograma, Glicemia, VDRL, HIV, HBsAg, Toxoplasmose + Urina + GBS (35-37s).
No terceiro trimestre, a repetição de exames laboratoriais e sorologias é crucial para detectar infecções de aquisição recente e planejar a profilaxia no parto.
O pré-natal de baixo risco segue diretrizes nacionais para garantir a saúde do binômio mãe-filho. O terceiro trimestre, compreendido a partir da 27ª semana, exige uma reavaliação laboratorial completa. O objetivo é identificar condições que surgiram ou se agravaram durante a gestação, como anemia gestacional, diabetes gestacional e infecções sexualmente transmissíveis. A inclusão da urocultura e urina tipo 1 é fundamental para detectar bacteriúria assintomática, que está associada ao trabalho de parto prematuro. O rastreio de GBS entre a 35ª e 37ª semana (conforme mencionado no enunciado como a partir da 37ª) é uma recomendação padrão para prevenir a transmissão vertical durante o parto vaginal. O enunciado está correto ao listar os exames preconizados pelas políticas de saúde brasileiras.
Devem ser repetidas as sorologias para Sífilis (VDRL), HIV e Hepatite B (HBsAg). A sorologia para Toxoplasmose (IgG e IgM) também deve ser repetida caso a gestante tenha apresentado resultados não reagentes (suscetível) nos trimestres anteriores, visando detectar soroconversão aguda.
Este exame visa o rastreio do Estreptococo do Grupo B (Streptococcus agalactiae). A colonização materna por GBS é um fator de risco para sepse neonatal precoce. Se o resultado for positivo, a gestante deverá receber antibioticoprofilaxia intraparto.
O Coombs indireto é solicitado mensalmente a partir da 24ª semana em gestantes Rh negativo com parceiro Rh positivo ou desconhecido, para monitorar a isoimunização. No terceiro trimestre, ele faz parte da rotina de acompanhamento dessas pacientes até o parto ou administração da imunoglobulina anti-D.
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