FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Uma gestante G2P1, com 24 anos de idade e 9 semanas de gestação, compareceu à primeira consulta de pré-natal na UBS. A paciente negou comorbidades. Os exames indicaram PA de 110×70 mmHg e IMC de 23 kg/m². O exame físico estava sem alterações. Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção correta, acerca da assistência de pré-natal de baixo risco.
Vacina dTpa → Indicada em TODAS as gestações entre a 20ª e 36ª semana.
O pré-natal de baixo risco preconiza o início precoce (até 12ª semana), mínimo de 6 consultas e triagem sorológica repetida no 3º trimestre para ISTs.
A assistência pré-natal qualificada é o pilar fundamental para a redução da morbimortalidade materna e perinatal. No Brasil, o protocolo do Ministério da Saúde define o pré-natal de baixo risco como aquele realizado na Atenção Primária, focado na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de intercorrências comuns. A vacinação é uma das intervenções mais custo-efetivas. Além da dTpa, a gestante deve estar com o esquema de Hepatite B e Influenza em dia. Quanto às sorologias, a repetição de exames para HIV e Sífilis é crucial devido à janela imunológica e ao risco de novas exposições, visando prevenir a transmissão vertical, que ainda apresenta taxas elevadas no país.
O Ministério da Saúde e a OMS recomendam, no mínimo, 6 consultas de pré-natal para uma gestação de baixo risco, sendo idealmente uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro trimestre. O início deve ser o mais precoce possível, preferencialmente antes da 12ª semana de gestação.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é administrada a partir da 20ª semana de gestação para permitir a transferência transplacentária de anticorpos contra a coqueluche (Bordetella pertussis) para o feto. Isso garante proteção passiva ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade e gravidade da doença, até que ele complete seu próprio esquema vacinal.
No pré-natal de baixo risco, devem ser repetidos por volta da 28ª a 30ª semana: Hemograma, Glicemia de jejum, Sorologias para HIV e Sífilis (VDRL), HBsAg, e o exame de urina com urocultura. O rastreio para Estreptococo do Grupo B (GBS) também é realizado entre a 35ª e 37ª semana.
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