SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Organização Mundial da Saúde define como “nascimento normal” aquele com início espontâneo do trabalho de parto em pacientes com risco habitual e que permanecem assim durante todo o pré-parto e o parto. O feto nasce espontaneamente na apresentação cefálica fletida, entre 37-42 semanas de gestação e, após o parto, mãe e recém-nascido (RN) encontram-se em boas condições. Em 1996, a OMS desenvolveu uma classificação das práticas comuns na condução do parto normal, orientando para o que deve e o que não deve ser feito no processo do parto. Esta classificação foi baseada em evidências científicas concluídas através de pesquisas feitas em todo mundo. Em 2018 foram divulgadas novas recomendações para garantir que grávidas saudáveis tenham uma experiência positiva na hora do parto natural. Em relação a assistência ao primeiro período do trabalho de parto, todas as assertivas são verdadeiras, exceto:
OMS não recomenda cardiotocografia (CTG) de rotina na admissão para gestantes de baixo risco, pois aumenta intervenções sem melhorar desfechos neonatais.
Para gestantes de risco habitual, a ausculta intermitente dos batimentos cardíacos fetais (BCF) é o método recomendado para monitorização do bem-estar fetal. A CTG de rotina está associada a um aumento nas taxas de cesáreas e partos vaginais instrumentais, sem redução comprovada da mortalidade perinatal ou paralisia cerebral.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem publicado diretrizes para promover uma experiência de parto positiva, segura e baseada nas melhores evidências científicas. O foco é garantir o bem-estar da mãe e do bebê, evitando intervenções desnecessárias, especialmente em gestações de risco habitual (baixo risco). No que tange à monitorização do bem-estar fetal durante o primeiro período do trabalho de parto, as recomendações distinguem claramente as gestantes de baixo e alto risco. Para as de baixo risco, o método de escolha é a ausculta intermitente dos batimentos cardíacos fetais (BCF) com um sonar Doppler ou estetoscópio de Pinard. Estudos randomizados e revisões sistemáticas demonstraram que a cardiotocografia (CTG) de rotina na admissão ou de forma contínua para este grupo não melhora desfechos perinatais importantes (como mortalidade ou paralisia cerebral), mas aumenta significativamente as taxas de parto cesárea e partos vaginais instrumentais. Portanto, a afirmação de que a CTG de rotina na admissão traz benefícios e é recomendada para gestantes de risco habitual está incorreta e vai contra as diretrizes atuais da OMS. Práticas como o apoio contínuo, a liberdade de posição, a oferta de líquidos e alimentos leves e o cuidado respeitoso são pilares fundamentais da assistência ao parto normal recomendada.
Na ausculta intermitente, avalia-se a frequência cardíaca fetal basal (linha de base), a presença de acelerações e a ausência de desacelerações. A ausculta deve ser realizada antes, durante e logo após uma contração uterina por pelo menos 60 segundos.
A CTG contínua é indicada em gestações de alto risco, como em casos de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, restrição de crescimento fetal, gestação pós-termo, presença de mecônio no líquido amniótico ou se forem detectadas anormalidades na ausculta intermitente.
A OMS recomenda o cuidado respeitoso, a presença de um acompanhante de escolha da mulher, comunicação eficaz, envolvimento na tomada de decisões, liberdade de posição e movimento, e o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor.
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