UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Na assistência ao parto normal, existem práticas comprovadamente úteis e que devem ser estimuladas, tais como:
Hidratação oral no trabalho de parto é prática útil e segura, melhorando conforto materno.
O oferecimento de líquidos por via oral durante o trabalho de parto é uma prática recomendada, baseada em evidências, que contribui para o conforto materno e não aumenta o risco de complicações, como aspiração pulmonar, em gestantes de baixo risco.
A assistência ao parto normal evoluiu significativamente, com foco em práticas baseadas em evidências que promovem a fisiologia do parto e o bem-estar materno-fetal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades recomendam a desmedicalização do parto e a adoção de intervenções apenas quando clinicamente indicadas. A compreensão dessas diretrizes é crucial para residentes de Ginecologia e Obstetrícia. Entre as práticas comprovadamente úteis, destaca-se o oferecimento de líquidos por via oral durante o trabalho de parto. Essa medida simples contribui para a hidratação e o conforto da parturiente, prevenindo a desidratação e a cetose, sem aumentar o risco de aspiração pulmonar em gestantes de baixo risco. Em contraste, outras práticas como a episiotomia rotineira e a manobra de Kristeller são desaconselhadas devido à falta de evidências de benefício e potenciais riscos. O manejo adequado do trabalho de parto envolve a promoção de um ambiente acolhedor, suporte contínuo, liberdade de movimentação e acesso a métodos de alívio da dor, tanto farmacológicos quanto não farmacológicos. A decisão sobre intervenções deve ser individualizada e baseada nas necessidades da paciente, visando sempre a segurança e a melhor experiência de parto.
Práticas como episiotomia rotineira, manobra de Kristeller e cateterização venosa profilática sem indicação específica são contraindicadas por não apresentarem benefícios comprovados e aumentarem riscos.
A hidratação oral é recomendada para manter o conforto materno, prevenir desidratação e cetose, e não aumenta o risco de aspiração em gestantes de baixo risco, conforme evidências atuais.
O manejo não farmacológico da dor, incluindo hidratação, deambulação, massagens e banhos, promove o bem-estar da parturiente, reduz a necessidade de intervenções e melhora a experiência do parto.
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