UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
F., 19 anos, primigesta, pré-natal de baixo risco, 39 semanas de gestação, interna em fase ativa de trabalho de parto. Após 2 horas, paciente apresenta-se com dinâmica uterina regular de 3 contrações em 10 minutos, 6cm de dilatação e apresentação fetal em -1 de De Lee. Todas as propostas de ação seguintes são recomendadas para o acompanhamento de rotina desse trabalho de parto, EXCETO:
Dieta NPO no trabalho de parto NÃO é mais recomendada; hidratação e dieta leve são preferíveis.
A restrição de dieta por via oral (NPO) durante o trabalho de parto não é mais uma prática rotineira, pois não demonstrou benefícios e pode causar desconforto. As diretrizes atuais recomendam a ingestão de líquidos claros e alimentos leves para a maioria das gestantes de baixo risco.
O acompanhamento do trabalho de parto normal evoluiu significativamente, priorizando a fisiologia e o conforto da parturiente. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas regulares, dilatação cervical progressiva (geralmente a partir de 6 cm) e descida da apresentação fetal. A assistência humanizada ao parto busca minimizar intervenções desnecessárias e empoderar a mulher em suas escolhas. Uma das mudanças mais notáveis nas diretrizes é a flexibilização da dieta. Anteriormente, a prática de NPO era comum devido ao risco teórico de aspiração pulmonar em caso de anestesia geral de emergência. No entanto, estudos recentes demonstraram que a ingestão de líquidos claros e alimentos leves não aumenta esse risco em gestantes de baixo risco e pode melhorar o bem-estar materno, fornecendo energia e reduzindo a sensação de fome e sede. Outras práticas recomendadas incluem a ausculta intermitente dos batimentos cardíacos fetais para monitorar o bem-estar fetal, a liberdade de posição para a parturiente, que pode auxiliar na progressão do parto e no alívio da dor, e a avaliação da progressão do trabalho de parto por meio de toques vaginais realizados a cada 2-4 horas ou conforme a necessidade clínica. A promoção da mobilidade e o suporte contínuo são pilares da assistência moderna ao parto.
As recomendações atuais permitem a ingestão de líquidos claros e alimentos leves para gestantes de baixo risco, visando o conforto e a manutenção da energia. A restrição total (NPO) não é mais rotina.
A restrição de dieta não demonstrou benefícios na prevenção de complicações como a síndrome de Mendelson e pode aumentar o desconforto e a fadiga da parturiente. A mobilidade e a hidratação são priorizadas.
O toque vaginal deve ser realizado a cada 2-4 horas na fase ativa do trabalho de parto para avaliar a progressão da dilatação cervical, apagamento e descida da apresentação fetal, ou quando houver indicação clínica.
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