UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
De acordo com a recém-publicada Diretriz Nacional de assistência ao parto normal do ministério da saúde, qual das alternativas é correta quanto ao manejo do primeiro período do parto em parturientes saudáveis e de risco habitual?
Amniotomia é indicada na falha de progressão do primeiro período do parto em gestantes de risco habitual.
As diretrizes de assistência ao parto normal buscam otimizar a segurança e a fisiologia do parto. A amniotomia, ou ruptura artificial das membranas, é uma intervenção que pode ser utilizada para acelerar o trabalho de parto ou em casos de falha de progressão, após avaliação cuidadosa e não como rotina.
As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde visam promover práticas baseadas em evidências, priorizando a fisiologia do parto e a segurança materno-fetal. Para parturientes saudáveis e de risco habitual, a abordagem é de menor intervenção possível, respeitando o tempo fisiológico do trabalho de parto e evitando procedimentos desnecessários que possam medicalizar o processo. No primeiro período do parto, a monitorização deve ser criteriosa. O exame pélvico digital, por exemplo, não deve ser realizado a cada 2 horas, mas sim a cada 4 horas ou quando houver indicação clínica, para reduzir o risco de infecção e o desconforto. A cardiotocografia de rotina na admissão não é recomendada para gestantes de risco habitual, sendo preferível a ausculta intermitente. O uso profilático de ocitocina para prevenir atraso no trabalho de parto, mesmo com analgesia peridural, não é uma prática recomendada pelas diretrizes. A amniotomia, por sua vez, é uma intervenção que pode ser considerada em casos de falha de progressão do primeiro período do parto, após avaliação clínica e exclusão de outras causas. É importante ressaltar que a amniotomia não é uma prática de rotina e deve ser realizada com indicação precisa, visando otimizar a dinâmica uterina e a progressão do trabalho de parto, sempre com monitorização fetal adequada.
A amniotomia é indicada diante da falha de progressão do primeiro período do parto, após avaliação clínica, e não deve ser realizada de rotina em gestantes de risco habitual.
O exame pélvico digital deve ser realizado com parcimônia, geralmente a cada 4 horas, ou quando houver indicação clínica, para avaliar a progressão do trabalho de parto, evitando intervenções desnecessárias.
Não, o uso de ocitocina não é recomendado para prevenção de atraso no trabalho de parto em mulheres recebendo analgesia peridural. Seu uso deve ser restrito a indicações específicas de disfunção uterina.
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