UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Em relação ao acompanhamento do trabalho de parto, é correto afirmar que:
Assistência ao parto = Equipe multiprofissional (Enfermeiras, Obstetrizes, Médicos) capacitada.
A assistência ao parto de baixo risco deve ser descentralizada e multiprofissional, incentivando a autonomia da mulher e evitando intervenções desnecessárias.
A assistência ao parto no Brasil passou por mudanças significativas com a implementação de protocolos baseados em evidências científicas. O foco atual é a desmedicalização do parto de baixo risco. Isso inclui o incentivo à deambulação e à adoção de posições verticais, que comprovadamente reduzem a duração do primeiro estágio do parto e a necessidade de analgesia. A internação deve ocorrer preferencialmente na fase ativa (dilatação ≥ 5-6 cm). Além disso, a presença de acompanhante de livre escolha é um direito garantido por lei e fundamental para o suporte emocional da parturiente. O papel do médico obstetra torna-se central em casos de alto risco ou quando surgem distócias que exigem intervenções especializadas.
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS, o parto de baixo risco pode ser assistido por enfermeiras obstétricas, obstetrizes, médicos de família e comunidade devidamente capacitados, além do médico obstetra. A presença de uma equipe multiprofissional está associada a melhores desfechos e maior satisfação da parturiente, promovendo um modelo menos intervencionista.
Mulheres em trabalho de parto de baixo risco devem ser encorajadas a ingerir líquidos claros (água, sucos sem polpa, isotônicos) e até alimentos leves, conforme o desejo da paciente. A restrição absoluta (NPO) não é mais recomendada rotineiramente, pois não há evidências de que reduza significativamente o risco de aspiração em partos vaginais, e a nutrição adequada previne a cetose materna.
A internação precoce (colo com menos de 4-6 cm de dilatação e contrações irregulares) está fortemente associada a um aumento de intervenções médicas desnecessárias, como uso de ocitocina sintética, amniotomia precoce e, consequentemente, maiores taxas de cesariana. O ideal é que a mulher permaneça em ambiente domiciliar ou em centros de parto normal até que a fase ativa seja claramente estabelecida.
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