Assinclitismo Posterior: Diagnóstico e Impacto no Parto

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Durante o trabalho de parto, uma paciente está apresentando parada da descida. Ao toque, observa-se apresentação cefálica com a sutura sagital transversa e mais perto da sínfise do que do promontório sacral. Qual é o nome dessa condição?

Alternativas

  1. A) Assinclitismo posterior.
  2. B) Assinclitismo anterior.
  3. C) Distócia funcional.
  4. D) Rotação interna.
  5. E) Rotação externa.

Pérola Clínica

Sutura sagital transversa + perto da sínfise = Assinclitismo posterior (parietal posterior se apresenta primeiro).

Resumo-Chave

O assinclitismo posterior ocorre quando a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica, indicando que o parietal posterior está se apresentando primeiro. Isso pode causar parada da descida e distócia no trabalho de parto.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo dinâmico que envolve a interação complexa entre o feto, a pelve materna e as contrações uterinas. Anormalidades em qualquer um desses componentes podem levar a distócias, como a parada da descida. O assinclitismo é uma dessas condições, caracterizada pela inclinação lateral da cabeça fetal na pelve, impedindo o encaixe e a progressão adequados. Existem dois tipos principais de assinclitismo: anterior e posterior. No assinclitismo posterior (ou de Litzmann), o parietal posterior do feto se apresenta primeiro na pelve, e a sutura sagital é palpada mais próxima da sínfise púbica. Essa apresentação dificulta a passagem da cabeça fetal pelo canal de parto, podendo causar uma parada da descida e um trabalho de parto prolongado ou obstruído. O diagnóstico é feito através do toque vaginal, identificando a posição da sutura sagital em relação aos ossos pélvicos. O reconhecimento precoce do assinclitismo é crucial para o manejo adequado do trabalho de parto. Embora alguns casos possam se corrigir espontaneamente, outros podem necessitar de intervenções como rotação manual, uso de fórceps ou vácuo extrator, ou até mesmo cesariana, dependendo da progressão e do bem-estar materno-fetal. Residentes devem dominar o exame de toque para identificar essas variações e tomar decisões clínicas informadas para garantir um desfecho seguro para mãe e bebê.

Perguntas Frequentes

O que é assinclitismo no trabalho de parto?

Assinclitismo é a inclinação lateral da cabeça fetal em relação ao eixo da pelve materna, de modo que a sutura sagital não está equidistante da sínfise púbica e do promontório sacral. Pode ser anterior ou posterior, dependendo de qual parietal se apresenta primeiro.

Como identificar o assinclitismo posterior ao toque vaginal?

No assinclitismo posterior, ao toque vaginal, a sutura sagital é palpada mais próxima da sínfise púbica, indicando que o parietal posterior está se apresentando primeiro na pelve materna. Isso pode dificultar a descida fetal.

Quais as implicações do assinclitismo para o trabalho de parto?

O assinclitismo pode levar a uma progressão inadequada do trabalho de parto, resultando em parada da descida ou distócia. Em alguns casos, pode ser corrigido espontaneamente, mas em outros, pode exigir intervenção, como rotação manual ou cesariana.

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