Assinclitismo Posterior: Diagnóstico no Trabalho de Parto

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Durante o trabalho de parto, uma paciente está apresentando parada da descida. Ao toque, observa-se apresentação cefálica com sutura sagital transversa e mais perto da sínfise do que do promontório sacral. Qual é o nome dessa condição?

Alternativas

  1. A) Assinclitismo posterior.
  2. B) Assinclitismo anterior. 
  3. C) Distócia funcional. 
  4. D) Rotação interna.
  5. E) Rotação externa. 

Pérola Clínica

Sutura sagital transversa + mais perto da sínfise → Assinclitismo posterior (parietal posterior se apresenta primeiro).

Resumo-Chave

O assinclitismo é uma distócia de posição onde a sutura sagital fetal não está equidistante do promontório sacral e da sínfise púbica. No assinclitismo posterior, a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica, indicando que o parietal posterior se apresenta primeiro na pelve materna, dificultando a descida fetal.

Contexto Educacional

O assinclitismo é uma variação da apresentação cefálica fetal que pode levar a distócias no trabalho de parto, especificamente uma parada da descida. Compreender o mecanismo e o diagnóstico do assinclitismo é crucial para o manejo adequado do parto. A identificação precoce através do toque vaginal permite intervenções que podem otimizar a progressão do trabalho de parto ou indicar a necessidade de cesariana. No assinclitismo, a cabeça fetal se inclina lateralmente, apresentando um dos ossos parietais primeiro. No assinclitismo posterior, a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica, o que significa que o parietal posterior está mais baixo. Essa apresentação dificulta o encaixe e a rotação da cabeça fetal na pelve, resultando em uma progressão ineficaz do trabalho de parto, apesar de contrações uterinas adequadas. Para residentes, a habilidade de identificar o assinclitismo no toque vaginal é fundamental. A palpação cuidadosa da sutura sagital e sua relação com os pontos de referência pélvicos (sínfise e promontório) é a chave para o diagnóstico. O reconhecimento dessa condição permite ao obstetra considerar manobras para corrigir a posição ou, se necessário, indicar a via de parto mais segura, evitando complicações maternas e fetais associadas a um trabalho de parto prolongado e obstrutivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de assinclitismo no toque vaginal?

No toque vaginal, o assinclitismo é identificado pela palpação da sutura sagital fetal desalinhada em relação ao eixo anteroposterior da pelve. Em vez de estar equidistante do promontório sacral e da sínfise púbica, ela estará mais próxima de um desses pontos.

Como diferenciar assinclitismo anterior de posterior?

No assinclitismo posterior, a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica, indicando que o osso parietal posterior se apresenta primeiro. No assinclitismo anterior, a sutura sagital está mais próxima do promontório sacral, com o osso parietal anterior se apresentando primeiro.

Qual a implicação do assinclitismo na progressão do trabalho de parto?

O assinclitismo pode causar uma parada na descida ou na dilatação do trabalho de parto, pois a apresentação fetal não está otimamente adaptada ao canal de parto. Isso pode levar a um trabalho de parto prolongado, exaustão materna e, em alguns casos, necessidade de intervenção, como fórceps ou cesariana.

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