Assinclitismo no Parto: Manejo e Evolução no Trabalho de Parto

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 20 anos, primigesta, admitida na maternidade com idade gestacional de 39 semanas, em trabalho de parto. Ao realizar toque vaginal foi identificado colo uterino com 10cm de dilatação, bolsa rota, feto no plano zero de De Lee apresentando variedade de apresentação OTD (occipito transverso direita) identificado sutura sagital mais próxima à sínfise púbica e distante do sacro. Paciente não deseja analgesia. Diante deste quadro, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Aguardar até 1 hora para a expulsão fetal, caso não ocorra dentro deste período indicar cesariana.
  2. B) Identificado assinclitismo anterior que impossibilita o parto vaginal, devendo ser indicada cesariana de imediato.
  3. C) O assinclitismo posterior pode ser transitório, podendo-se aguardar a descida da apresentação e parto vaginal com acompanhamento da evolução.
  4. D) Por se tratar de feto em posição transversa em período expulsivo, deve ser indicado fórceps de Simpson e parto vaginal.

Pérola Clínica

Assinclitismo (anterior ou posterior) pode ser transitório no trabalho de parto; acompanhar evolução antes de indicar cesariana.

Resumo-Chave

O assinclitismo, seja anterior (parietal anterior mais baixo, sutura sagital próxima à sínfise púbica) ou posterior (parietal posterior mais baixo, sutura sagital próxima ao sacro), é uma condição em que a cabeça fetal não se insinua no plano do estreito superior com o diâmetro biparietal. Muitas vezes, é transitório e pode se corrigir espontaneamente com a evolução do trabalho de parto, permitindo o parto vaginal.

Contexto Educacional

O assinclitismo refere-se à inclinação lateral da cabeça fetal em relação ao plano do estreito superior da pelve materna, impedindo que o diâmetro biparietal se insinue de forma sínclita. Existem dois tipos principais: assinclitismo anterior (de Naegele), onde o parietal anterior desce primeiro e a sutura sagital se aproxima do sacro, e assinclitismo posterior (de Litzmann), onde o parietal posterior desce primeiro e a sutura sagital se aproxima da sínfise púbica. A questão descreve assinclitismo anterior. Embora o assinclitismo possa dificultar a progressão do trabalho de parto, ele não é, por si só, uma indicação imediata de cesariana. Em muitos casos, especialmente o assinclitismo anterior, a inclinação pode ser transitória e se corrigir espontaneamente à medida que o trabalho de parto progride e a cabeça fetal se molda à pelve. O acompanhamento cuidadoso da evolução do trabalho de parto é fundamental. A conduta expectante, com monitoramento da descida da apresentação e da dilatação cervical, é geralmente apropriada. A intervenção cirúrgica (cesariana) deve ser considerada apenas se houver falha na progressão do trabalho de parto após um período adequado de observação e manobras de correção, ou se surgirem sinais de sofrimento fetal ou materno.

Perguntas Frequentes

O que é assinclitismo fetal e como é diagnosticado no toque vaginal?

Assinclitismo é a inclinação lateral da cabeça fetal em relação ao plano do estreito superior da pelve. É diagnosticado no toque vaginal pela palpação da sutura sagital mais próxima da sínfise púbica (anterior) ou do sacro (posterior).

Qual a diferença entre assinclitismo anterior e posterior?

No assinclitismo anterior (de Naegele), o parietal anterior desce primeiro e a sutura sagital se aproxima do sacro. No assinclitismo posterior (de Litzmann), o parietal posterior desce primeiro e a sutura sagital se aproxima da sínfise púbica.

Quando o assinclitismo indica cesariana?

O assinclitismo indica cesariana se houver falha na progressão do trabalho de parto após um período adequado de observação e manobras, ou se surgirem sinais de sofrimento fetal ou materno, não sendo uma indicação imediata.

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