UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Durante um trabalho de parto, ao analisar a estática fetal, o obstetra constatou, ao toque, a seguinte situação: Pode-se afirma que se trata de:
Assinclitismo anterior = sutura sagital mais próxima do sacro.
O assinclitismo refere-se à inclinação da cabeça fetal em relação ao plano da bacia materna. No assinclitismo anterior (de Naegele), a sutura sagital está mais próxima do sacro, e o parietal anterior se insinua primeiro. Essa condição pode dificultar a progressão do parto, mas muitas vezes se corrige espontaneamente.
A estática fetal é um componente crucial na avaliação do trabalho de parto, e o assinclitismo representa uma variação na apresentação da cabeça fetal que pode influenciar a progressão do parto. Compreender os diferentes tipos de assinclitismo e suas implicações é fundamental para residentes em Obstetrícia, pois permite antecipar possíveis dificuldades e planejar a conduta adequada. A identificação precoce pode evitar complicações maternas e fetais. Fisiopatologicamente, o assinclitismo ocorre quando o eixo sagital da cabeça fetal não está alinhado perpendicularmente ao plano da bacia materna, resultando em uma inclinação lateral. O diagnóstico é eminentemente clínico, realizado através do toque vaginal, onde a relação da sutura sagital com o promontório e a sínfise púbica é avaliada. Deve-se suspeitar de assinclitismo quando há uma progressão lenta ou parada da dilatação ou descida fetal. O tratamento do assinclitismo é inicialmente expectante, pois muitas vezes há correção espontânea. Manobras como a mudança de posição materna podem auxiliar na rotação e descida fetal. Em casos de assinclitismo persistente que leva à distocia, pode ser necessária a correção manual ou, em última instância, a indicação de cesariana. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a falta de reconhecimento pode levar a partos prolongados e maior morbidade.
Existem dois tipos principais de assinclitismo: o assinclitismo anterior (de Naegele), onde o parietal anterior se apresenta primeiro e a sutura sagital está mais próxima do sacro, e o assinclitismo posterior (de Litzmann), onde o parietal posterior se apresenta primeiro e a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica.
O diagnóstico de assinclitismo é feito principalmente através do toque vaginal, onde o examinador palpa a sutura sagital da cabeça fetal e sua relação com o promontório e a sínfise púbica, identificando qual parietal está mais baixo.
Não necessariamente. Muitos casos de assinclitismo anterior se corrigem espontaneamente durante o trabalho de parto, à medida que a cabeça fetal se molda à bacia materna. No entanto, se persistir e causar distocia, pode ser necessária intervenção.
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