Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta o que se deve observar para distinguir a encefalite de outras causas de encefalopatia.
Encefalite ≠ Encefalopatia: Encefalite = disfunção cerebral + inflamação (febre, pleocitose LCR).
A encefalite é uma inflamação do parênquima cerebral, frequentemente de origem infecciosa, que se manifesta com disfunção cerebral (alteração do estado mental, convulsões, déficits neurológicos focais) acompanhada de sinais de inflamação, como febre e pleocitose no líquido cefalorraquidiano (LCR). A febre é um achado chave para diferenciá-la de outras encefalopatias não inflamatórias.
A encefalite é uma condição grave caracterizada pela inflamação do parênquima cerebral, frequentemente de origem infecciosa, que leva a disfunção neurológica. É fundamental distingui-la de outras causas de encefalopatia, um termo mais abrangente que se refere a qualquer disfunção cerebral, independentemente da etiologia (metabólica, tóxica, estrutural, etc.). A chave para essa distinção reside na presença de sinais de inflamação. A febre é um dos pilares diagnósticos da encefalite, indicando a resposta inflamatória do organismo à infecção ou outro processo inflamatório no cérebro. Além da febre, outros achados que sugerem encefalite incluem alteração do estado mental (confusão, letargia, coma), convulsões, déficits neurológicos focais e, classicamente, pleocitose no líquido cefalorraquidiano (LCR). A ausência de febre, embora não exclua totalmente, torna o diagnóstico de encefalite menos provável e direciona a investigação para outras encefalopatias. Para residentes, é crucial abordar um paciente com alteração do estado mental de forma sistemática. A presença de febre deve levantar a suspeita de encefalite e motivar a investigação rápida, incluindo punção lombar para análise do LCR e neuroimagem. O tratamento precoce, especialmente com antivirais empíricos para encefalite herpética, é vital para melhorar o prognóstico e reduzir a morbimortalidade.
Os critérios incluem alteração do estado mental (confusão, letargia, coma) por mais de 24 horas, sem outra causa identificável, e pelo menos dois dos seguintes: febre, convulsões, déficits neurológicos focais, pleocitose no LCR, anormalidades no EEG ou neuroimagem compatíveis.
A febre indica um processo inflamatório ou infeccioso sistêmico ou cerebral, sendo um marcador chave para diferenciar a encefalite (inflamatória) de encefalopatias metabólicas, tóxicas ou estruturais que podem não cursar com febre.
As causas mais comuns são virais (Herpes Simplex, Varicela-Zoster, arbovírus), mas também pode ser bacteriana, fúngica, parasitária ou autoimune. A identificação da etiologia é crucial para o tratamento.
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