Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um dos objetivos principais do tratamento do priapismo?
Priapismo: objetivos do tratamento → involução ereção, controle dor, preservação função erétil. Esterilidade não é objetivo direto.
O tratamento do priapismo visa primariamente resolver a ereção persistente, aliviar a dor intensa associada e, crucialmente, preservar a função erétil futura. A esterilidade não é um objetivo direto do tratamento, embora complicações do priapismo possam afetar a fertilidade.
O priapismo é uma ereção persistente e prolongada, não associada a estímulo sexual, que dura mais de quatro horas. É uma condição urológica que pode ser uma emergência médica, especialmente o tipo isquêmico (de baixo fluxo), que é doloroso e pode levar a danos irreversíveis ao tecido peniano se não tratado prontamente. A compreensão de seus objetivos de tratamento é crucial para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia do priapismo isquêmico envolve a falha do mecanismo de detumescência, resultando em estase venosa e hipóxia cavernosa. Já o priapismo não isquêmico é causado por um fluxo arterial desregulado para os corpos cavernosos, geralmente por trauma. O diagnóstico diferencial é fundamental para guiar a conduta, sendo o exame físico e a gasometria de sangue cavernoso ferramentas essenciais. Os objetivos primários do tratamento do priapismo são a involução da ereção, o controle da dor associada e, de forma mais crítica, a preservação da função erétil futura. Embora a esterilidade possa ser uma complicação a longo prazo de danos teciduais severos, não é um objetivo direto e imediato do tratamento agudo. O manejo varia conforme o tipo, mas sempre visa minimizar sequelas.
O priapismo é classificado em isquêmico (de baixo fluxo), que é uma emergência urológica dolorosa devido à estase venosa, e não isquêmico (de alto fluxo), geralmente indolor e causado por fístula arteriovenosa.
A conduta inicial para o priapismo isquêmico inclui aspiração e irrigação dos corpos cavernosos com solução salina e injeção intracavernosa de agentes alfa-agonistas, como a fenilefrina.
As principais complicações do priapismo não tratado, especialmente o isquêmico, incluem fibrose dos corpos cavernosos, disfunção erétil permanente e, em casos extremos, necrose peniana.
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