HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2019
Assinale a alternativa INCORRETA em relação à síndrome coqueluchoide na infância:
Coqueluche: radiografia normal ou infiltrado peri-hilar; consolidação NÃO é achado comum.
Na coqueluche, a radiografia de tórax tipicamente mostra infiltrado peri-hilar ou é normal, enquanto consolidações pulmonares são achados incomuns e sugerem complicações como pneumonia bacteriana secundária, não sendo um achado comum da doença em si.
A síndrome coqueluchoide na infância é caracterizada por tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, sendo a coqueluche (Bordetella pertussis) a causa mais conhecida, embora outros patógenos (vírus como adenovírus, VSR) possam mimetizá-la. A coqueluche é altamente contagiosa e pode ser grave em lactentes não vacinados, com alta morbimortalidade. A fisiopatologia da coqueluche envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e necrose. Clinicamente, a doença progride por fases: catarral, paroxística e convalescença. Na fase paroxística, a tosse intensa pode levar a complicações mecânicas como pneumotórax, pneumomediastino e enfisema subcutâneo. A radiografia de tórax na coqueluche geralmente é normal ou mostra infiltrado peri-hilar, mas consolidações são incomuns e sugerem pneumonia bacteriana secundária. O tratamento da coqueluche é com macrolídeos (azitromicina, claritromicina) para erradicar a bactéria e reduzir a transmissibilidade, sendo mais eficaz se iniciado precocemente. O suporte respiratório é fundamental em casos graves. A prevenção é feita pela vacinação (DTPa ou dTpa). É essencial que o residente saiba reconhecer a doença, suas complicações e os achados radiográficos para um manejo adequado e para diferenciar de outras etiologias da síndrome coqueluchoide.
A radiografia de tórax na coqueluche pode ser normal ou apresentar infiltrado peri-hilar, também conhecido como "coração felpudo", devido ao edema peribrônquico e perivascular.
As complicações mais comuns incluem pneumonia bacteriana secundária, otite média, convulsões, encefalopatia e, devido ao esforço da tosse, pneumotórax, pneumomediastino e enfisema subcutâneo.
A diferenciação envolve a história clínica (exposição, vacinação), exames laboratoriais (PCR para Bordetella pertussis) e a exclusão de outros agentes virais (adenovírus, vírus sincicial respiratório) ou bacterianos.
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