UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Adolescente, 15 anos, comparece à consulta assintomática. Ao exame físico foi mamas evidenciado mamas em estágio TANNER 2 e mama esquerda maior que a mama direita. Qual deverá ser a conduta?
Assimetria mamária na puberdade (Tanner 2) é fisiológica e comum; conduta inicial é expectante, com reavaliação.
A assimetria mamária é uma condição fisiológica e muito comum durante o desenvolvimento puberal feminino, especialmente nos estágios iniciais de Tanner. A conduta expectante é apropriada, pois a maioria dos casos se resolve espontaneamente ou melhora com o tempo, sem necessidade de intervenção.
O desenvolvimento mamário feminino, conhecido como telarca, é um dos primeiros sinais da puberdade e é classificado pelos estágios de Tanner. É um processo dinâmico e muitas vezes assimétrico, onde uma mama pode começar a se desenvolver antes da outra ou crescer em um ritmo diferente. Essa assimetria mamária é uma ocorrência fisiológica e extremamente comum em adolescentes, especialmente nos estágios iniciais do desenvolvimento, como o Tanner 2. A fisiopatologia da assimetria mamária na puberdade está relacionada às variações individuais na resposta dos tecidos mamários aos hormônios sexuais. Na maioria dos casos, a diferença de tamanho é discreta e tende a se equilibrar à medida que o desenvolvimento mamário progride até o estágio Tanner 5. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico e na classificação dos estágios de Tanner. É fundamental tranquilizar a paciente e seus pais sobre a benignidade da condição. A conduta para a assimetria mamária fisiológica em adolescentes é expectante. Não há necessidade de intervenção cirúrgica ou hormonal, pois a maioria dos casos se resolve espontaneamente. O acompanhamento clínico periódico é importante para monitorar o desenvolvimento e descartar outras causas menos comuns de assimetria, como tumores ou malformações. A intervenção cirúrgica, como mamoplastia, só é considerada em casos de assimetria persistente e acentuada que cause desconforto psicológico significativo, e geralmente após o término do desenvolvimento mamário.
Sim, a assimetria mamária é muito comum e considerada fisiológica durante o desenvolvimento puberal, pois as mamas podem crescer em ritmos diferentes. Geralmente, essa diferença diminui com o tempo.
A investigação é indicada se a assimetria for muito acentuada, progressiva, associada a dor, nódulos ou outras alterações suspeitas, ou se persistir após o término do desenvolvimento mamário (estágio Tanner 5).
Os estágios de Tanner descrevem o desenvolvimento das características sexuais secundárias. O estágio Tanner 2 para mamas (telarca) indica o início do desenvolvimento, com broto mamário e aréola ligeiramente elevadas, sendo um período comum para o surgimento da assimetria.
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