FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A aspiração de conteúdos da boca e do estômago é mais comum em pacientes sedados ou com outras causas de rebaixamento do nível de consciência. Quanto à aspiração pulmonar, é CORRETO afirmar:
Aspiração maciça → perda de fluidos para o pulmão → hipovolemia → hipotensão e choque.
A aspiração pulmonar de grande volume pode levar à perda significativa de fluidos para o espaço alveolar e intersticial devido à inflamação e aumento da permeabilidade capilar, resultando em hipovolemia sistêmica. Essa perda volêmica pode evoluir rapidamente para hipotensão e choque, exigindo reposição volêmica agressiva.
A aspiração pulmonar é uma condição comum e potencialmente grave, especialmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, distúrbios de deglutição ou outras condições que comprometem os reflexos protetores das vias aéreas. É uma causa importante de morbidade e mortalidade em ambientes hospitalares, sendo um tema relevante para residentes e estudantes de medicina em diversas especialidades, como terapia intensiva, anestesiologia e clínica médica. A aspiração pode envolver conteúdo gástrico (ácido, partículas alimentares), orofaríngeo (bactérias, saliva) ou ambos, com diferentes implicações clínicas. A aspiração de fluido gástrico ácido é a causa da Síndrome de Mendelson, uma pneumonite química aguda que pode levar rapidamente à insuficiência respiratória. O grau de lesão pulmonar é diretamente influenciado pelo volume e pH do aspirado, sendo mais grave com volumes maiores e pH mais baixo, e não é determinado apenas pela frequência do evento. Em casos de aspiração maciça, a resposta inflamatória pulmonar intensa causa um aumento significativo da permeabilidade capilar, levando a um extravasamento maciço de fluidos do compartimento intravascular para o interstício e alvéolos pulmonares. Essa perda de volume intravascular pode ser tão substancial que resulta em hipovolemia sistêmica, culminando em hipotensão e choque, exigindo uma ressuscitação volêmica agressiva. É importante ressaltar que, ao contrário do que se poderia pensar, as aspirações maciças não são exclusivas de lobos superiores. Embora a gravidade dependa da posição do paciente, a aspiração pode afetar qualquer segmento pulmonar, sendo os segmentos basais frequentemente envolvidos, especialmente em pacientes em decúbito. A obstrução de segmentos distais, embora possa ser tolerada em alguns casos, pode evoluir para complicações como atelectasia, pneumonia pós-obstrutiva e, em casos de aspiração de corpo estranho ou material purulento, para a formação de abscesso pulmonar. O manejo da aspiração pulmonar envolve suporte respiratório, tratamento da hipoxemia, e, se houver evidência de infecção, antibioticoterapia. A prevenção é a melhor estratégia, com medidas como elevação da cabeceira, avaliação da deglutição e descompressão gástrica em pacientes de risco.
As principais causas de aspiração pulmonar incluem rebaixamento do nível de consciência (sedação, AVC, intoxicação), distúrbios de deglutição (disfagia), refluxo gastroesofágico grave, vômitos, intubação orotraqueal e procedimentos que afetam a via aérea. Pacientes idosos e com comorbidades neurológicas são mais suscetíveis.
A aspiração de fluido gástrico, especialmente com pH baixo, causa uma pneumonite química aguda conhecida como Síndrome de Mendelson. O ácido clorídrico e enzimas digestivas provocam inflamação intensa, destruição do epitélio alveolar, aumento da permeabilidade capilar e edema pulmonar, levando a hipoxemia e insuficiência respiratória.
Em aspirações maciças, a inflamação pulmonar severa e o dano capilar resultam em um extravasamento significativo de fluidos do intravascular para o interstício e alvéolos pulmonares. Essa 'terceiro espaço' de fluidos pode levar a uma hipovolemia sistêmica grave, que, se não corrigida, culmina em hipotensão e choque.
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