UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Paciente primigesta com gestação de 11 semanas, procura atendimento médico com queixa de sangramento vaginal acompanhado de cólica. Ao exame físico, apresenta sangramento abundante e colo uterino aberto. Ultrassonografia evidencia presença de grande quantidade de restos ovulares no interior da cavidade uterina. O tratamento preferencial nesta condição é:
Abortamento incompleto com sangramento abundante e colo aberto → AMIU é tratamento preferencial para esvaziamento uterino.
Em abortamento incompleto com sangramento abundante e colo aberto, a AMIU é preferível à curetagem devido ao menor risco de perfuração uterina e sinéquias, além de ser mais rápida e menos invasiva.
O abortamento incompleto é uma complicação comum da gestação no primeiro trimestre, caracterizado pela expulsão parcial dos produtos da concepção, com sangramento vaginal e cólicas. É uma condição que exige manejo rápido para evitar complicações como hemorragia e infecção. A compreensão de suas manifestações clínicas e opções terapêuticas é fundamental para a prática obstétrica. O diagnóstico é feito pela clínica (sangramento, dor, colo aberto) e confirmado por ultrassonografia que evidencia restos ovulares na cavidade uterina. A diferenciação entre abortamento incompleto e outras causas de sangramento no primeiro trimestre é crucial para a conduta adequada. A avaliação do estado hemodinâmico da paciente é prioritária. O tratamento preferencial para abortamento incompleto com sangramento abundante e restos ovulares é o esvaziamento uterino. A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é a técnica de escolha, sendo mais segura, rápida e com menor morbidade em comparação à curetagem uterina, que deve ser reservada para casos específicos, falha da AMIU ou gestações mais avançadas.
Os sinais incluem sangramento vaginal, cólica abdominal, colo uterino aberto e presença de restos ovulares na ultrassonografia, indicando que a expulsão dos produtos da concepção foi parcial.
A AMIU é menos invasiva, tem menor risco de perfuração uterina e formação de sinéquias (Síndrome de Asherman), além de ser mais rápida, eficaz e geralmente realizada sob anestesia local, com menor morbidade.
O tratamento clínico com misoprostol pode ser considerado em abortamento retido ou incompleto com sangramento leve e produtos da concepção de menor volume, mas não em casos de sangramento abundante ou instabilidade hemodinâmica.
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