UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente com quadro clínico e diagnóstico definido de abortamento de primeiro trimestre. Pergunta ao médico se pode ser submetida à técnica de esvaziamento uterino somente com aspiração manual intrauterina (AMIU) em vez de uma curetagem simples. Considerando a resposta a ser dada e a explicação que a justifica, assinale a alternativa CORRETA.
AMIU em abortamento de 1º trimestre → seguro até <12 semanas, risco perfuração uterina com partes ósseas >12 semanas.
A AMIU é uma técnica segura e eficaz para o esvaziamento uterino em abortamentos de primeiro trimestre. No entanto, sua indicação é restrita a gestações com menos de 12 semanas, devido ao risco aumentado de complicações como perfuração uterina e hemorragia quando há presença de partes ósseas fetais maiores.
O abortamento de primeiro trimestre é uma condição comum na prática ginecológica, e o esvaziamento uterino pode ser realizado por métodos cirúrgicos como a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) ou a curetagem, ou por métodos medicamentosos. A escolha da técnica depende de fatores como idade gestacional, estabilidade hemodinâmica da paciente e disponibilidade de recursos, sendo crucial para um manejo adequado. A AMIU é um procedimento minimamente invasivo que utiliza uma seringa de vácuo para aspirar o conteúdo uterino. É considerada segura e eficaz para gestações menores que 12 semanas. A fisiopatologia das complicações após 12 semanas está relacionada ao tamanho do útero e à presença de estruturas fetais mais rígidas, que aumentam o risco de lesão uterina, como a perfuração, e de sangramento excessivo. O manejo do abortamento com AMIU oferece vantagens como menor tempo de recuperação, menor risco de sinéquias uterinas e menor necessidade de anestesia geral. É crucial que o residente domine a técnica e suas indicações, bem como as contraindicações, para garantir a segurança da paciente e evitar complicações como perfuração uterina, hemorragia e infecção, otimizando o prognóstico.
A AMIU é geralmente mais rápida, menos dolorosa, com menor risco de sinéquias uterinas e infecção, além de poder ser realizada em ambiente ambulatorial, se as condições permitirem.
Após 12 semanas, o feto pode ter partes ósseas mais desenvolvidas, aumentando o risco de perfuração uterina e hemorragia durante o procedimento de aspiração, tornando a curetagem ou outras técnicas mais seguras.
As complicações incluem dor, sangramento, infecção, perfuração uterina e retenção de restos ovulares, embora sejam geralmente menos frequentes e menos graves que na curetagem.
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