Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Uma criança de 2 anos brincando no chão de sua casa, quando subitamente começa a apresentar sinais de sufocamento. Pensando que ela tivesse alguma coisa na garganta, sua mãe a debruçou sobre o antebraço e deu-lhe vários golpes nas costas. A seguir ela apresentou leve melhora, porém começou a tossir. Levada imediatamente a um pronto-socorro, começou a apresentar dispneia e expansão limitada de um hemitórax. A ausculta estava com murmúrios vesiculares diminuídos em um dos pulmões, assim como hiperressonância à percussão do mesmo lado. Com relação ao caso exposto acima, assinale a alternativa errada:
Aspiração corpo estranho em criança → dispneia súbita, tosse, MV ↓, hiperressonância unilateral. Brônquio direito > acometido.
A aspiração de corpo estranho é uma emergência pediátrica comum, especialmente em crianças pequenas. A anatomia do brônquio principal direito, que é mais calibroso, curto e vertical, o torna o local mais comum de impactação. Os achados clínicos e radiológicos variam de acordo com o grau de obstrução, podendo causar hiperinsuflação ou atelectasia.
A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma causa significativa de morbidade e mortalidade em crianças pequenas, especialmente entre 1 e 3 anos de idade, devido à sua tendência de explorar objetos com a boca e imaturidade dos reflexos de deglutição e tosse. É uma emergência médica que requer reconhecimento e intervenção rápidos para prevenir complicações graves como asfixia, pneumonia, bronquiectasia e abscesso pulmonar. A fisiopatologia da ACE envolve a inalação de um objeto para as vias aéreas inferiores, geralmente impactando nos brônquios. Devido à sua anatomia (mais calibroso, curto e vertical), o brônquio principal direito é o local mais comum de impactação. Os sintomas variam desde asfixia completa até tosse crônica e sibilância, dependendo do tamanho, forma e localização do corpo estranho, bem como do grau de obstrução. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica de engasgo súbito e confirmado por exames de imagem (radiografia de tórax, tomografia) e, definitivamente, por broncoscopia. O tratamento da ACE é a remoção do corpo estranho, preferencialmente por broncoscopia rígida, que é tanto diagnóstica quanto terapêutica. Manobras de desobstrução de via aérea (manobra de Heimlich para crianças maiores, golpes nas costas e compressões torácicas para lactentes) devem ser realizadas em caso de obstrução grave e iminente. A prevenção é fundamental, com a educação dos pais sobre os riscos de objetos pequenos e alimentos inadequados para a idade.
Os sinais e sintomas podem variar, mas frequentemente incluem início súbito de tosse, engasgos, sibilância, estridor, dispneia e cianose. Em casos de obstrução parcial, pode haver tosse persistente e sibilância unilateral.
O brônquio principal direito é mais frequentemente afetado devido à sua anatomia: ele é mais calibroso, mais curto e se ramifica em um ângulo mais vertical em comparação com o brônquio principal esquerdo, facilitando a entrada de corpos estranhos.
Os achados radiológicos podem incluir hiperinsuflação unilateral (devido a mecanismo de válvula), atelectasia (obstrução completa), pneumomediastino ou pneumotórax. Em alguns casos, o corpo estranho pode ser visível se for radiopaco.
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